Em 2014, 88 mil pessoas fizeram cirurgia bariátrica

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o sobrepeso já atinge 50% da população maior de 20 anos no país, o que representa aproximadamente 65 milhões de pessoas. Como reflexo dessa epidemia, o número de cirurgias bariátricas realizadas em 2014 foi de 88 mil – sendo 10% destas feitas por hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Um dos grandes avanços na área é a realização da cirurgia bariátrica via videolaparoscopia, o que, segundo o cirurgião bariátrico Alcides Branco Filho, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), tornou o procedimento mais seguro ao paciente. Este processo, no entanto, ainda não é realizado no sistema público. Para Branco, a adoção da videolaparoscopia nas cirurgias trará muitas vantagens.
Com esse método, o cirurgião realiza de quatro a sete pequenas incisões de 0,5 a 1,2 centímetros. É necessário insuflar a cavidade abdominal com gás carbônico, a fim de criar espaço suficiente para que o cirurgião possa trabalhar com o auxílio de uma câmera, cânulas, sonda, bisturi elétrico, grampeadores especiais e outros instrumentos de acesso.
“Os benefícios da cirurgia feita por meio de vídeo são muitos. O procedimento causa menos dor no pós-operatório, o paciente fica menos tempo internado, volta muito mais rapidamente às suas atividades, tem menos sangramento e incidência de complicações”, afirma Branco.
Benefícios da Cirurgia Bariátrica por Videolaparoscopia (Comparação entre a cirurgia por vídeo e aberta):
Duração da cirurgia: igual
Tempo hospitalar: um dia a menos. Na modalidade aberta, a pessoa fica internada três dias, e na videolaparoscopia, dois dias.
Grande impacto social: na aberta a pessoa volta a trabalhar em torno de 60 dias e, na videolaparoscopia, em torno de 10 dias.
Complicações: Na cirurgia aberta o índice de hérnia na cicatriz gira em torno de 30%, na videolaparoscopia, menos de 1%.
Informações da assessoria.





















