Dívidas milionárias engessam contas da Prefeitura | aRede
PUBLICIDADE

Dívidas milionárias engessam contas da Prefeitura

VÍDEO
| Autor: Afonso Verner

Afonso Verner

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Em 2013, aproximadamente 16% do orçamento do Município de Ponta Grossa foram usados para pagar dívidas. Essa informação foi divulgada pelo prefeito Marcelo Rangel (PPS) em uma coletiva de imprensa durante a tarde de hoje (13/02). Enquanto isso, a Prefeitura segue impossibilitada de firmar convênios e adquirir novos recursos.

Rangel deve pagar cerca de 9 milhões na segunda-feira (17/02) e o município voltará a ter a possibilidade de obter recursos federais e estaduais. "Nós recebemos o município em uma situação crítica. Quem adquire uma dívida dessa para ao município está prejudicando o futuro da cidade", critica o prefeito.

Uma das dívidas citadas por Rangel é com a empresa Vega Sopave - responsável pela coleta de lixo durante o governo de Péricles de Mello (PT). De acordo com Rangel, o município teve que pagar cerca de R$ 16 milhões a empresa - déficit criado nos anos entre 2001 e 2004. O deputado  Péricles foi procurado, mas a equipe de reportagem não conseguiu contato para saber o posicionamento do petista sobre o assunto.

Rangel divulgou que o governo gastou cerca de R$ 75,3 milhões em 2013 para pagar dívidas - cerca de 16% do orçamento anual do município. Segundo o secretário municipal de finanças, Odailton José Moreira de Souza, atualmente não é possível estimar a dívida exata da cidade. "Alguns processos ainda estão em andamento e, dependendo da decisão, o valor pode crescer ou diminuir. Podemos estimar que a cidade deva cerca de R$ 250 a R$ 260 milhões", explica.

Segundo Rangel, dos R$ 75 milhões já pagos, 59 milhões resultaram de "má administração" e da dívida que o prefeito chamou de "podre", que incluem R$ 38 milhões em calotes, R$ 13 milhões em precatórios e R$ 8 milhões de FGTS não recolhidos.

Na segunda-feira (17/02), o Prefeito Marcelo Rangel deve pagar outra parcela da dívida e o município voltará a ter a possibilidade de firmar convênios - dessa maneira a cidade voltará a ter acesso à recursos. A estimativa é que hoje o município só tenha 5% do orçamento livre para investir, os outros 95% já estão destinados a investimentos garantidos por lei, folha salarial ou no pagamento das dívidas.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right