Casas populares são vendidas e alugadas irregularmente
O problema é complexo e latente: casas adquiridas pelo programa 'Minha casa, minha vida' muitas vezes são vendidas e alugadas irregularmente. De acordo com informações do governo federal, a média nacional é de 17% dos empreendimentos adquiridos através do programa habitacional tenham fim indevido.
Segundo Dino Schrutt, presidente da Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar), a média de irregularidades no Município é de aproximadamente 6% do total de casas adquiridas pelo 'Minha casa, minha vida'. "Temos uma média aquém da nacional. Isso é resultado de um trabalho efetivo de fiscalização", argumenta Dino.
De acordo com dados da Prolar, desde de janeiro de 2013 foram encontradas mais de 40 casas usadas de maneira irregular em quatro conjuntos habitacionais da cidade: Athenas, Jardim Amália I, Jardim Amália II e Roma. "Isso é, acima de tudo, um problema social. Temos que lidar com o assunto de maneira responsável", destacou Dino.
A equipe de reportagem do portal aRede esteve no conjunto habitacional Roma e recebeu várias denúncias de moradores sobre casas alugadas ou vendidas. "O assédio é muito grande. Muitas vezes quem compra ou vende a casa não tem instrução alguma, por isso temos que lidar com situação de maneira responsável", argumenta o presidente da Prolar.
De acordo com Dino, a Prolar pretende aumentar o plantel de profissionais responsáveis por fiscalizar esse tipo de caso. "Nós pretendemos contratar mais três assistentes sociais até março. Dessa maneira, nosso acompanhamento vai ficar ainda mais completo", comentou Schrutt.





















