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Autarquia prevê obras para 2014 no bairro 'Gralha Azul'

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Dois atropelamentos fatais em menos de dez dias na Rua Margarida motivaram cerca de 300 moradores que dependem da via a realizar um protesto no local, no início da noite de ontem (2). Os gritos dos moradores foram, principalmente, pela falta de segurança no trânsito. Segundo o presidente da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT), Eduardo Kalinoski, os reclamantes têm razão.

O presidente da AMTT explicou que a rua foi mal projetada por administrações anteriores, e não comporta o fluxo de moradores que dependem dela para chegar à outros pontos da cidade. A rua tem apenas seis metros de largura, não tem calçadas ou acostamentos o que obriga os pedestres e ciclistas a dividirem o espaço com carros e motos que passam no local.

Uma medida paliativa proposta pelo presidente será capinar as margens da rua - visto que nos dois lados da via o mato impede que qualquer um utilize suas laterais - para que os pedestres possam trafegar pelo passeio. Colocação de 'olho de gato' e melhorias na sinalização também foram prometidas para os próximos dias. Mas a colocação de passeios nas laterais ou calçadas ainda poderão demorar. A implantação de lombadas, por enquanto, está fora dos planos.

Desrespeito com os limites de velocidade  

É comum descumprimento do limite máximo de velocidade no local, segundo Kalinoski. “Nós colocamos placas sinalizando que em alguns trechos a velocidade máxima permitida é de 30 Km/h, mas essa sinalização não é respeitada”, argumenta. O excesso de velocidade e a imprudência são as principais razões da periculosidade da via, segundo o presidente.

Durante o protesto, moradores pediam redutores de velocidade no local. Medida que será difícil de ser atendida. De acordo com o Kalinoski, redutores físicos de velocidade, como a lombada, são medidas discutíveis, pois ele argumenta que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aconselha em não impedir as vias com obstáculos. “Às vezes as pessoas pensam que quanto mais carros mais lombadas são necessárias, quando o correto é o contrário”, comenta.

Sobre redutores eletrônicos, como os polêmicos radares, ele disse que não é possível implementar neste ano, pois os contratos entre o município e a empresa que presta esse serviço já estão fechados e outros trechos não podem ser incluídos.

São quatro conjuntos habitacionais que dependem da rua. O Jardim Roma, o Jardim Gralha Azul , o Jardim Itapoá e o Jardim Athena. No segundo semestre está prevista a entrega de mais um conjunto, o Jardim Buenos Aires. Todos financiados pelo Programa Minha Casa, Minha Vida do Governo Federal. No último levantamento realizado pela prefeitura em 2011, 160 famílias moravam nestes conjuntos até então.

Kalinoski garante que administração municipal tem planos para melhorar a segurança no local e, inclusive, que os moradores já estão cientes disso. “Nós apresentamos para os moradores nossa intenção de fazer uma ciclovia nas margens da Rua Margarida. São projetos que já estão no plano diretor do município para 2014 e acredito que neste ano será feito”, garantiu.

Segundo o presidente, a ideia é construir ciclovias que também serviriam de passeio para os pedestres. Outra autoridade ouvida pela reportagem foi o presidente da Companhia de Habitação do Município (Prolar), Dino Schrutt. Para os dois a culpa da situação é dos antigos gestores. “Os conjuntos foram financiados pelo ‘Minha Casa, Minha Vida’ e aprovados por antigos gestores municipais sem quesitos obrigatórios básicos como a construção do meio fio e de algumas outras infraestruturas básicas. Por isso herdamos estes problemas e estamos correndo para resolvê-los”, completa Schrutt.

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