Mobilidade elétrica cresce e desafia trânsito de Ponta Grossa | aRede
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Mobilidade elétrica cresce e desafia trânsito de Ponta Grossa

Aumento no uso de bicicletas e motos elétricas traz novos desafios para a organização das vias; legislação municipal estabelece regras de circulação e segurança.

Lei municipal estabelece regras de circulação, como uso obrigatório de capacete, restrição de idade e proibição em vias com velocidade acima de 50 km/h.
Lei municipal estabelece regras de circulação, como uso obrigatório de capacete, restrição de idade e proibição em vias com velocidade acima de 50 km/h. -

Michele Garcia

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O uso de bicicletas, patinetes e motos elétricas tem crescido em Ponta Grossa e transformado a dinâmica do trânsito. A praticidade, a economia e a facilidade de deslocamento estão entre os principais motivos que levam moradores a escolher esse tipo de transporte. Ao mesmo tempo, o aumento da circulação desses veículos traz desafios relacionados à segurança, à fiscalização e à convivência com carros, motocicletas e pedestres.

A expansão da mobilidade elétrica também é percebida pelo comércio local. Proprietária da loja Vegas, Laura Traleski afirma que a procura pelos equipamentos aumentou cerca de 95% nos últimos meses. Segundo ela, a demanda exigiu a ampliação da equipe para atender os consumidores.

Laura destaca que a orientação sobre segurança faz parte do processo de venda. Os clientes recebem informações sobre o uso obrigatório do capacete, a circulação pela direita e o respeito às leis de trânsito.

Na avaliação da empresária, a cidade também precisa acompanhar o crescimento desse mercado. Ela observa que o número de veículos elétricos nas ruas está aumentando e defende adaptações na estrutura viária para atender aos novos usuários.

Legislação estabelece regras de circulação

O crescimento dos veículos autopropelidos também representa um desafio para os órgãos responsáveis pelo trânsito. O superintendente de Trânsito de Ponta Grossa, João Rodrigo Pontes, afirma que a modalidade exige atenção por ser relativamente nova e ainda apresentar limitações na regulamentação.

Em agosto de 2026, uma lei municipal foi aprovada para estabelecer regras específicas de circulação. Entre as determinações estão a obrigatoriedade do uso de capacete, a proibição de circulação em vias com velocidade superior a 50 km/h e a restrição para menores de 14 anos conduzirem esses veículos em vias públicas.

Segundo Pontes, a ausência de emplacamento dificulta o levantamento da quantidade de equipamentos em circulação e também limita a fiscalização. Outro desafio é a falta de exigência de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), já que parte dos condutores não passou por formação teórica e prática em autoescolas.

O superintendente explica que a legislação prevê a apreensão do veículo em situações extremas, quando houver reincidência em infrações. Até o momento da entrevista, porém, nenhuma apreensão havia sido registrada no município. Algumas abordagens já foram realizadas para orientar condutores e corrigir irregularidades, como a falta de capacete.

Pontes reforça que os usuários de veículos autopropelidos também precisam respeitar as demais normas de trânsito, incluindo a proibição de dirigir após o consumo de álcool, respeitar os semáforos e não circular na contramão. A recomendação é utilizar preferencialmente o lado direito da via.

Economia atrai novos usuários

A economia é um dos principais fatores que impulsionam a procura pelos veículos elétricos. O condutor Matheus Iarocrinski utiliza um equipamento há mais de seis meses e conta que decidiu investir na modalidade para reduzir os gastos com transporte.

Ele utiliza o veículo diariamente para ir ao trabalho, ao mercado e realizar outras atividades. Matheus afirma que o custo da recarga na conta de energia é baixo em comparação com os gastos que teria com combustível.

Outro atrativo é a possibilidade de utilizar o equipamento sem necessidade de CNH ou emplacamento, conforme as características e a classificação do veículo. Para ele, a praticidade facilita a rotina, mas exige conhecimento básico das regras de circulação.

Apesar das vantagens, Matheus aponta dificuldades na convivência com outros motoristas, principalmente quando veículos estacionam ou realizam manobras sem sinalizar. Ele também defende que Ponta Grossa esteja mais preparada para receber o crescimento da mobilidade elétrica, com espaços adequados para circulação.

O condutor avalia positivamente as novas regras, especialmente a obrigatoriedade do capacete e as restrições de idade. Na visão dele, o respeito entre todos os usuários das vias é fundamental para evitar acidentes.

Tecnologia também auxilia na organização do trânsito

Além das mudanças relacionadas à mobilidade elétrica, a organização do trânsito de Ponta Grossa também passa por investimentos em tecnologia. De acordo com o superintendente João Rodrigo Pontes, o município instalou semáforos inteligentes, que proporcionaram uma melhoria de até 50% no tempo de deslocamento, reduzindo a espera dos motoristas.

Com o aumento da circulação de diferentes modalidades de transporte, o desafio é adaptar a estrutura urbana e conscientizar os condutores. A expansão dos veículos elétricos exige atenção às regras, responsabilidade individual e respeito entre motoristas, ciclistas e pedestres.

VÍDEO
A procura por veículos elétricos cresceu em Ponta Grossa nos últimos meses, trazendo novos desafios para o trânsito | Autor: João Lemos

Resumo

Uso de bicicletas, patinetes e motos elétricas cresce em Ponta Grossa, impulsionado pela economia e praticidade.

Lei municipal estabelece regras de circulação, como uso obrigatório de capacete, restrição de idade e proibição em vias com velocidade acima de 50 km/h.

Falta de emplacamento e de exigência de CNH dificulta a fiscalização; especialistas e usuários defendem melhorias na estrutura viária e mais respeito no trânsito.

CONTEÚDO DE MARCA

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