Moro detalha transição e garante prioridade a PG em novo governo
O governador eleito ressaltou que não irá discriminar nenhum município do Paraná, mas dará "atenção especial aos aliados"

O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), esteve em Ponta Grossa nesta quinta-feira (22), para participar de uma carreata em apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno das Eleições para presidente da República.
Durante a agenda, Moro esteve no Grupo aRede para destacar principais projetos e próximos passos para a transição e início de sua gestão no Paraná. O governador eleito também comentou o cenário eleitoral a nível federal.
No início da conversa, Moro agradeceu o apoio de seus eleitores, com destaque para os de Ponta Grossa. “Primeiro eu quero agradecer aqui ao bom povo de Ponta Grossa e do Paraná pela eleição. Foi uma eleição disputada, difícil porque nós atuamos contra toda máquina pública. Tínhamos poucos aliados como prefeitos, um deles inclusive aqui é a Elizabeth Schmidt, uma das poucas prefeitas do nosso lado, mesmo mesmo assim nós ganhamos”, destacou.
Na sequência, o governador eleito falou sobre a vitória expressiva ainda no 1º turno das Eleições e falou sobre o compromisso com seus eleitores. “Ganhamos em 287 municípios. Aqui em Ponta Grossa, nós ficamos com 47% dos votos válidos, cerca de 89 mil votos. Agradeço e fico honrado com a confiança que recebi mais uma vez aqui da cidade de Ponta Grossa e dos Campos Gerais. Vou honrar cada voto, vamos trabalhar duro.”
REDUÇÃO DE SECRETARIAS
Moro reforçou seus principais projetos para o início de seu mandato, a redução de secretarias e a indicação de nomes técnicos e qualificados para as pastas. “Vamos reduzir o número de secretarias. O que a gente conseguir cortar, vamos gastamos com o cidadão em saúde, educação e infraestrutura. Sobre nomes técnicos: já indiquei quem vai ser a secretária de fazenda, que é a Pricilla Santana, uma economista renomada, técnica que passou por diversos órgãos federais. Esse vai ser o padrão, queremos ter uma elite comandando o Estado, com muita técnica e trabalho, para a gente prestar o melhor serviço possível aos paranaenses.”
TRANSIÇÃO
Sergio Moro falou sobre a transição de Governo. Segundo ele, o processo ainda depende da assinatura do atual governador Carlos Massa Ratinho Junior. “A transição ainda está dependendo da assinatura de um decreto pelo governador Ratinho Júnior, que formaliza a transição. Claro que da nossa parte estamos se organizando, mas precisa ter a formalização. Já apresentamos ao governador uma minuta de decreto e temos a expectativa de que seja assinada ainda essa semana para que possamos dar o início formal a essa transição.”
Moro também afirma que o próximo nome de seu secretariado será anunciado na próxima semana. “Irei anunciar o próximo nome na semana que vem, mas vou pedir paciência, porque não adianta escolher rápido, o importante é escolher bem”, completou.
RELAÇÃO COM PONTA GROSSA
Questionado sobre a relação com a prefeita Elizabeth Schmidt, a qual apoiou Moro durante as Eleições, o governador eleito destacou que o município estará entre as prioridades do Governo do Estado. “Claro que não vamos discriminar uma cidade porque o prefeito não está do nosso lado, mas também vamos dar uma atenção especial aos nossos aliados, como a própria prefeita Elizabeth, que foi de certa maneira também injustiçada pela administração atual quando alguns projetos foram obstaculizados, a meu ver, por questões político-partidárias”, disse.
“Com a redução da máquina pública e com a coibição de desvio com a nossa secretaria anticorrupção, vamos conseguir ter os recursos necessários para dar andamento e começar até novas obras. Vou conversar com a Prefeitura para ver quais são as prioridades”, completou.
CONTINUIDADE DE PROJETOS
Conforme reforçou Moro, o Governo do Estado vai dar continuidade aos projetos anunciados por Ratinho Junior, que beneficiam os municípios paranaenses. “O governo atual gastou bastante nesse ano eleitoral e fez muitas promessas. Vários desses convênios e projetos já estão sendo cancelados pelo atual governo, porque talvez tenha prometido mais do que teria tido condições de entregar. Nós vamos assumir e ver as condições do caixa. Queremos dar andamento a tudo que for possível”, afirmou.
“Não vamos fazer discriminação entre prefeitos, porque eu tenho que olhar o cidadão. Não importa se o prefeito me apoia ou não apoia. Agora, a gente também não pode se comprometer 100% com tudo, porque a gente vai ter que ver o que que tem de recursos e ver o que o próprio governo deixou separado para esses projetos. Mas a nossa intenção é dar andamento a tudo. Se não for agora no primeiro momento, em 2027, no decorrer do governo iremos tratar todo mundo com justiça e com adequação”, completou o governador eleito.
GOVERNO FEDERAL
Sobre o 2º turno das Eleições para Presidente da República, Moro reiterou o apoio à Flávio Bolsonaro. “A gente está muito focado no segundo turno das eleições presidenciais. A gente precisa eleger o Flávio Bolsonaro. Não para eu ter um aliado, mas para o Paraná ter um aliado no Palácio Planalto. O Lula já deu mostras que não gosta muito da região Sul. Quando veio ao Paraná, ao invés de ele fala bem do nosso estado, ele vem lá criticar o que ele chama de República de Curitiba”, disse.
“Ele fala mal dos agricultores, diz que os agricultores tinham que se ajoelhar perante ele e admirá-lo, acho que ele vive em outro planeta quando fala isso. Não valoriza os policiais, não valoriza quem trabalha e que produz, que é exatamente o contrário do que a gente entende aqui. Então precisamos ter um aliado”, pontuou Moro.
APOIO A DELTAN DALLAGNOL
Moro também comentou sobre a situação de Deltan Dallagnol, que foi eleito senador com mais de 2,9 milhões de votos no Paraná, mas depende do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre sua candidatura.
Para o governador eleito, o senador eleito está sofrendo uma injustiça. “O Deltan foi vítima de várias medidas injustas, ilegais, uma delas na véspera da eleição. Não podemos aceitar que quase 3 milhões de votos de paranaenses sejam jogados no lixo por uma decisão burocrática, formalista do TSE, porque todo mundo sabe que o Deltan é vítima da vingança do Lula. Vamos respeitar as urnas e parar com essa sacanagem de querer ganhar eleição no tapetão”, destacou.
RESUMO
- Gestão estadual: Sergio Moro anunciou redução de secretarias e escolha de nomes técnicos para comandar as pastas do Governo do Paraná.
- Ponta Grossa: O governador eleito afirmou que o município terá atenção especial e que pretende conversar com a Prefeitura sobre prioridades e obras.
- Transição e eleições: Moro aguarda a formalização da transição, defendeu a continuidade de projetos conforme os recursos disponíveis e reiterou apoio a Flávio Bolsonaro e Deltan Dallagnol.



