Conselho de Desenvolvimento de PG trabalha na implantação de Porto Seco
Priscilla Garbelini Jaronski, presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Ponta Grossa, detalha propostas que buscam preparar o município para o futuro

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Ponta Grossa (CDEPG) trabalha na implantação de um Porto Seco no município, e defende que o projeto do terminal terrestre seja planejado em conjunto com outras demandas de infraestrutura, como os contornos ferroviário e rodoviário e a ampliação do Aeroporto Sant’Ana. As propostas foram apresentadas pela presidente do Conselho, Priscilla Garbelini Jaronski, em entrevista ao Portal aRede.
Segundo Priscilla, as quatro pautas estão interligadas e são fundamentais para preparar o município para o crescimento econômico e populacional. “Aeroporto, rodovia, ferrovia e Porto Seco são as quatro demandas que estão interligadas para desenvolver a infraestrutura de Ponta Grossa”, afirma.

O projeto do Porto Seco em Ponta Grossa é uma proposta do setor empresarial que prevê a implantação de uma estrutura voltada ao apoio das operações de importação e exportação. Esse tipo de terminal permite concentrar serviços de armazenagem, movimentação de cargas e procedimentos aduaneiros, facilitando o comércio. A iniciativa busca aproveitar a posição estratégica de Ponta Grossa e sua conexão com diferentes modais de transporte para fortalecer o escoamento da produção regional.
O Conselho também apresentou contribuições à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para a nova concessão da Malha Sul por meio de um ofício solicitando maior atenção à infraestrutura ferroviária e os investimentos necessários para desenvolvê-la. "Nós temos o plano do Contorno Ferroviário, que inclui a resolução de conflitos das ferrovias com a área urbana e a interferência da extensão da pista do Aeroporto Sant'Ana".
Ponta Grossa é um importante entroncamento rodoferroviário e concentra atividades industriais e de escoamento da produção agrícola. Para a presidente do CDEPG, porém, a estrutura ferroviária também gera dificuldades para a mobilidade urbana. “Precisamos pensar em construir uma estratégia para a cidade, para que a cidade não tenha sua expansão estrangulada”, explica.
A proposta prioritária é construir um contorno ferroviário para retirar o fluxo de trens da área urbana. Como alternativa, o Conselho sugere transposições em níveis diferentes nos cruzamentos entre trilhos e vias, buscando melhorar a segurança e a circulação de veículos e pedestres.
Logística intregada
A infraestrutura ferroviária também está relacionada à expansão do Aeroporto Sant’Ana. Segundo Priscilla, o recuo de um trecho da linha férrea permitiria ampliar a pista e receber aeronaves maiores. “É necessário pensar na expansão da pista, porque senão, vamos ter um terminal de passageiros sem passageiros”, afirma, ao destacar a necessidade de adequar a estrutura para retomar as operações aéreas.
As demandas apresentadas à ANTT foram fundamentadas em projeções de crescimento da cidade. O Conselho utilizou dados do Masterplan para demonstrar o aumento previsto da população, das residências, dos empregos, da circulação de veículos e da produção que precisará ser escoada.
Para a presidente, o desafio é garantir que a expansão econômica seja acompanhada por planejamento e infraestrutura. “A grande bandeira do Conselho é justamente pensar em desenvolvimento organizado e planejado”, conclui.
Leia um resumo da notícia
1. Porto Seco e logística: O CDEPG defende a implantação do Porto Seco integrada aos projetos dos contornos ferroviário e rodoviário e à ampliação do Aeroporto Sant’Ana, para fortalecer a logística e o escoamento da produção regional.
2. Contorno ferroviário: O Conselho propõe retirar o fluxo de trens da área urbana ou construir transposições em níveis diferentes nos cruzamentos, para reduzir conflitos com o trânsito e permitir a expansão da cidade.
3. Planejamento do crescimento: As propostas foram apresentadas à ANTT no contexto da nova concessão da Malha Sul e consideram projeções de crescimento populacional, econômico e da circulação de cargas em Ponta Grossa.



