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Conselho de Desenvolvimento de PG trabalha na implantação de Porto Seco

Priscilla Garbelini Jaronski, presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Ponta Grossa, detalha propostas que buscam preparar o município para o futuro

Priscilla Garbelini Jaronski é presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Ponta Grossa.
Priscilla Garbelini Jaronski é presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Ponta Grossa. -

Lilian Magalhães

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O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Ponta Grossa (CDEPG) trabalha na implantação de um Porto Seco no município, e defende que o projeto do terminal terrestre seja planejado em conjunto com outras demandas de infraestrutura, como os contornos ferroviário e rodoviário e a ampliação do Aeroporto Sant’Ana. As propostas foram apresentadas pela presidente do Conselho, Priscilla Garbelini Jaronski, em entrevista ao Portal aRede.

Segundo Priscilla, as quatro pautas estão interligadas e são fundamentais para preparar o município para o crescimento econômico e populacional. “Aeroporto, rodovia, ferrovia e Porto Seco são as quatro demandas que estão interligadas para desenvolver a infraestrutura de Ponta Grossa”, afirma.

Portos secos são terminais terrestres conectados a outros modais que têm como objetivo aliviar o tráfego e a falta de espaço nos grandes portos marítimos e reduzir custos
Portos secos são terminais terrestres conectados a outros modais que têm como objetivo aliviar o tráfego e a falta de espaço nos grandes portos marítimos e reduzir custos |  Foto: Imagem ilustrativa.

O projeto do Porto Seco em Ponta Grossa é uma proposta do setor empresarial que prevê a implantação de uma estrutura voltada ao apoio das operações de importação e exportação. Esse tipo de terminal permite concentrar serviços de armazenagem, movimentação de cargas e procedimentos aduaneiros, facilitando o comércio. A iniciativa busca aproveitar a posição estratégica de Ponta Grossa e sua conexão com diferentes modais de transporte para fortalecer o escoamento da produção regional.

O Conselho também apresentou contribuições à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para a nova concessão da Malha Sul por meio de um ofício solicitando maior atenção à infraestrutura ferroviária e os investimentos necessários para desenvolvê-la. "Nós temos o plano do Contorno Ferroviário, que inclui a resolução de conflitos das ferrovias com a área urbana e a interferência da extensão da pista do Aeroporto Sant'Ana".

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Clique neste vídeo para assistir à entrevista completa. | Autor: aRede.info

Ponta Grossa é um importante entroncamento rodoferroviário e concentra atividades industriais e de escoamento da produção agrícola. Para a presidente do CDEPG, porém, a estrutura ferroviária também gera dificuldades para a mobilidade urbana. “Precisamos pensar em construir uma estratégia para a cidade, para que a cidade não tenha sua expansão estrangulada”, explica.

A proposta prioritária é construir um contorno ferroviário para retirar o fluxo de trens da área urbana. Como alternativa, o Conselho sugere transposições em níveis diferentes nos cruzamentos entre trilhos e vias, buscando melhorar a segurança e a circulação de veículos e pedestres.

Logística intregada

A infraestrutura ferroviária também está relacionada à expansão do Aeroporto Sant’Ana. Segundo Priscilla, o recuo de um trecho da linha férrea permitiria ampliar a pista e receber aeronaves maiores. “É necessário pensar na expansão da pista, porque senão, vamos ter um terminal de passageiros sem passageiros”, afirma, ao destacar a necessidade de adequar a estrutura para retomar as operações aéreas.

As demandas apresentadas à ANTT foram fundamentadas em projeções de crescimento da cidade. O Conselho utilizou dados do Masterplan para demonstrar o aumento previsto da população, das residências, dos empregos, da circulação de veículos e da produção que precisará ser escoada.

Para a presidente, o desafio é garantir que a expansão econômica seja acompanhada por planejamento e infraestrutura. “A grande bandeira do Conselho é justamente pensar em desenvolvimento organizado e planejado”, conclui.

Leia um resumo da notícia

1. Porto Seco e logística: O CDEPG defende a implantação do Porto Seco integrada aos projetos dos contornos ferroviário e rodoviário e à ampliação do Aeroporto Sant’Ana, para fortalecer a logística e o escoamento da produção regional.

2. Contorno ferroviário: O Conselho propõe retirar o fluxo de trens da área urbana ou construir transposições em níveis diferentes nos cruzamentos, para reduzir conflitos com o trânsito e permitir a expansão da cidade.

3. Planejamento do crescimento: As propostas foram apresentadas à ANTT no contexto da nova concessão da Malha Sul e consideram projeções de crescimento populacional, econômico e da circulação de cargas em Ponta Grossa.

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