“Não era alergia”: Irmã de piloto morto em PG após ‘banho de óleo’ cobra respostas | aRede
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“Não era alergia”: Irmã de piloto morto em PG após ‘banho de óleo’ cobra respostas

Irmã de piloto morto em ritual diz que família descartava tese de alergia e cobra justiça após laudo pericial

Irmã de Gustavo Lara cobra respostas após laudo pericial.
Irmã de Gustavo Lara cobra respostas após laudo pericial. -

Igor Rugilo

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A comoção em torno do falecimento do engenheiro e piloto Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, ganhou um novo e emocionante capítulo com o pronunciamento público de sua irmã nas redes sociais. O jovem perdeu a vida após ser submetido ao tradicional "banho de óleo", um ritual de comemoração ao seu primeiro voo solo realizado em Ponta Grossa, no Paraná. Em um desabafo marcado pela dor e pela indignação, ela comentou publicamente os desdobramentos do caso e reforçou que a família nunca aceitou as primeiras hipóteses levantadas sobre a tragédia.

Desde o início das investigações, falavam sobre a possibilidade de que Gustavo teria sofrido uma reação alérgica fulminante ao óleo de motor convencional aplicado sobre seu corpo. A irmã do piloto fez questão de rebater essa tese, lembrando que a rotina profissional do jovem, apaixonado pela aviação, o colocava em contato constante com óleos e produtos automotivos, sem que ele jamais tivesse apresentado qualquer histórico de alergias ou complicações respiratórias.

Além do histórico de saúde do piloto, a irmã chamou a atenção para o comportamento do produto no momento do ocorrido. Ela relatou que o líquido exalava um odor forte e extremamente agressivo, a ponto de provocar reações imediatas de irritação em outras pessoas que estavam presentes, incluindo socorristas do SAMU e profissionais da equipe médica do hospital para onde Gustavo foi levado às pressas. As lesões e queimaduras químicas severas que surgiram na pele do jovem logo após o contato com a substância já eram, para os familiares, um indício claro de que não se tratava de um produto comum.

O caso tomou um rumo decisivo com o laudo pericial elaborado pela Polícia Científica, que atestou formalmente a presença de fenol nas vestes utilizadas pelo piloto no dia da comemoração. A substância é reconhecida por sua alta toxicidade e poder corrosivo, sendo capaz de causar sérios danos à pele e intoxicação grave. Ao comentar o resultado dos exames técnicos, a irmã desabafou sobre a confirmação das suspeitas da família e destacou que o laudo afasta de forma definitiva qualquer tentativa de tratar a tragédia como uma fatalidade decorrente de uma simples alergia.

Emocionada, a irmã relembrou a dedicação e o orgulho com que Gustavo encarava a aviação, um sonho construído com anos de estudo e empenho. Ela concluiu o pronunciamento fazendo um apelo comovido por respostas e pela punição dos envolvidos na preparação e aplicação do líquido tóxico. A família cobra esclarecimentos sobre como o fenol foi parar na comemoração e defende que as tradições e rituais na aviação sejam urgentemente reavaliados para evitar que outras famílias passem por tamanha dor. O caso segue sob investigação das autoridades policiais e da Justiça.

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| Autor: Redes Sociais

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