Mãe vai tirar satisfação sobre assédio à filha e acaba ferida em Ponta Grossa
Desentendimento por causa de mensagens recebidas pela adolescente terminou na delegacia.

Uma intensa discussão entre vizinhos terminou em agressão e foi parar na delegacia no início da noite da última quarta-feira, dia 19, no bairro Contorno, em Ponta Grossa. A ocorrência, classificada como lesão corporal, foi atendida pela equipe do Grupamento Tático (GAT) da Guarda Civil Municipal (GCM) por volta das 18h30, na Rua Engenheiro Gilberto Kuhn.
De acordo com o registro da ocorrência, a equipe do GAT foi acionada no local por uma mulher. Ela relatou aos agentes que sua filha de apenas 13 anos estaria sendo assediada e ameaçada pelo filho do vizinho, um jovem de 22 anos. Segundo a mãe, no dia anterior, o rapaz teria ido até a frente do portão da família para “sondar” a menor. Quando ela tentou ir à casa do vizinho para resolver a situação, ninguém a atendeu.
O estopim da confusão ocorreu no dia seguinte. Enquanto trabalhava, a mulher recebeu ligações da filha afirmando que o rapaz havia mandado novas mensagens, desta vez com ameaças de morte. Ao chegar do trabalho, a mãe foi confrontar o pai do jovem, um homem de 54 anos, solicitando que ele mantivesse o filho afastado da adolescente.
Segundo o relato da solicitante, o vizinho se alterou e começou a proferir xingamentos. Durante a discussão, ao tentar impedir que o homem fechasse o portão para continuar a conversa, ela acabou tendo os dedos da mão esquerda e a perna atingidos pela estrutura, o que lhe causou ferimentos.
Ouvido pelos agentes da GCM, o homem negou as acusações de agressão e apresentou uma versão diferente para a situação do filho. Ele explicou que o jovem de 22 anos é autista e possui laudos médicos atestando seus problemas de saúde mental, condição que o impede de trabalhar e o torna dependente dos pais, que administram seu Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O homem relatou ainda que precisou construir muros altos em sua residência para evitar que o filho ficasse agitado com o movimento da rua. Ele ressaltou que, devido a mal-entendidos decorrentes de sua condição, o rapaz já chegou a ficar preso injustamente por três meses até que a família conseguisse comprovar sua situação de saúde perante a Justiça.
Diante do interesse da mãe da adolescente em representar criminalmente contra o vizinho, a equipe do GAT encaminhou os envolvidos para a 13ª Subdivisão Policial (SDP) para que o delegado de plantão tomasse as medidas cabíveis.
A ocorrência, no entanto, ganhou um novo capítulo já no interior da delegacia. A solicitante relatou aos agentes que passou a receber mensagens no WhatsApp com xingamentos e ameaças contra a integridade física dela e de sua filha. Segundo a vítima, as intimidações partiram de um número pertencente à esposa do vizinho.
O caso agora deverá ser investigado pela Polícia Civil de Ponta Grossa para esclarecer as supostas ameaças e a lesão corporal.
Resumo
Uma confusão entre vizinhos no bairro Contorno, em Ponta Grossa, terminou na delegacia na noite do dia 19, após uma mulher acusar o filho do vizinho de ameaçar e assediar sua filha de 13 anos. Ao tentar resolver a situação com o pai do rapaz, a discussão se acalorou. A mãe da adolescente relatou à equipe do Grupamento Tático (GAT) da Guarda Civil Municipal que, durante o bate-boca, o vizinho fechou o portão de forma abrupta, atingindo sua mão esquerda e sua perna, causando ferimentos.
Em sua defesa, o vizinho de 54 anos negou a agressão e explicou aos guardas municipais as condições de saúde de seu filho, um jovem de 22 anos. Ele informou que o rapaz é autista e possui laudos psiquiátricos, sendo totalmente dependente dos pais, que administram seu benefício social. O homem destacou que a casa possui muros altos justamente para evitar que o filho se agite com a rua e lembrou que, devido a mal-entendidos gerados por sua condição, o jovem já chegou a ficar preso injustamente por três meses no passado.
Diante da intenção da vítima de representar criminalmente contra o vizinho, a equipe do GAT encaminhou ambos à 13ª Subdivisão Policial (SDP), com o homem colaborando pacificamente e sendo transportado no banco da viatura. Já no interior da delegacia, o caso teve um novo desdobramento: a mulher denunciou que passou a receber mensagens de WhatsApp com xingamentos e ameaças de morte contra ela e a filha, enviadas supostamente pela esposa do vizinho investigado. O caso segue com a Polícia Civil.





















