Empresário foi morto por engano após ser confundido com traficante em PG, diz Polícia
Operação cumpre mandados judiciais e investiga a morte de Hugo Gabriel Moll e a tentativa de homicídio contra João Victor Pereira

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio do Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, deflagrou na manhã desta terça-feira (28) uma operação para cumprir diversos mandados judiciais relacionados à investigação do homicídio do empresário Hugo Gabriel Moll e da tentativa de homicídio contra João Victor Pereira.
Conforme a PCPR, as investigações apontaram que o empresário foi morto por engano. Conforme apurado pela polícia, o verdadeiro alvo dos criminosos seria um traficante de drogas.
A operação conta com o apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR) e, até o momento, prisões estão sendo realizadas. Os mandados são cumpridos em desdobramento das investigações conduzidas pelo Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial.
A Polícia Civil informou que deve divulgar mais detalhes sobre a operação e o andamento das investigações ao longo desta terça-feira.
SOBRE O CASO
O homem atingido por disparos de arma de fogo, durante um atentado orquestrado por criminosos na tarde desta sexta-feira (19), em Ponta Grossa, foi identificado oficialmente pelas autoridades policiais. A vítima, Hugo Moll, é uma das referências na área da construção civil da cidade.
Moll estava na cadeira para iniciar procedimentos estéticos quando foi alvejado a tiros. Segundo a Polícia Militar, os disparos foram realizados por dois homens que chegaram ao local em uma motocicleta. A ação foi violenta. Vídeo encaminhado à redação do Portal aRede mostra o construtor sobre a cadeira e o dono do salão caído em suas proximidades.
BARBEIRO TAMBÉM FOI BALEADO
O barbeiro João Victor Pereira, de 22 anos, baleado durante atentado contra Hugo Moll no dia 19 de junho, recebeu alta do Hospital Unimed Ponta Grossa na última semana. Após o atentado na barbearia, João Victor Pereira teve várias lesões em órgãos internos constatadas, como pulmão, intestino e diafragma. Após aproximadamente um mês internado, João Victor continuará seu processo de reabilitação em casa, perto de amigos e familiares.
Em entrevista ao Portal aRede, João Pereira contou que, no momento em que estava fazendo o atendimento, conseguiu ver pelo espelho que o atirador estava chegando à barbearia e teve um sentimento ruim. Ele ainda relata que, após o cliente ser baleado, ele tentou correr em direção à porta.
"Nesse momento em que eu tentei correr, eu acho que o homem se assustou e achou que eu iria partir para cima dele e começou a atirar. Foi nesse momento que eu caí no chão e as pessoas da vizinhança chamaram o socorro. Durante o tempo em que fiquei esperando o socorro, eu tentava ficar acordado e pedia a Deus para cuidar de mim e não me deixar morrer".





















