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Obras de revitalização do Centro de Ponta Grossa estão previstas para 2027

Execução do projeto 'Viva o Centro de Ponta Grossa', do Conselho de Desenvolvimento Econômico, foi debatido junto à prefeita Elizabeth Schmidt e secretários municipais na tarde desta segunda-feira (27)

O presidente do SECOVI-PR e coordenador do CDEPG, Carlos Tavarnaro, apresentou o projeto de revitalização do Centro ao poder público nesta segunda-feira (27)
O presidente do SECOVI-PR e coordenador do CDEPG, Carlos Tavarnaro, apresentou o projeto de revitalização do Centro ao poder público nesta segunda-feira (27) -

Publicado por Lilian Magalhães

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O projeto "Viva o Centro de Ponta Grossa", desenvolvido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico da cidade, recebeu nesta segunda-feira (27) o apoio formal da Prefeitura para avançar à próxima etapa de implantação. Apresentado à prefeita Elizabeth Schmidt e ao secretariado municipal, a iniciativa passa agora a ser construída em conjunto entre o poder público e entidades representativas da sociedade civil, que irão discutir as medidas necessárias para transformar a região central em um espaço mais atrativo para morar, empreender, consumir e conviver.

A apresentação foi conduzida pelo presidente do SECOVI-PR, Carlos Ribas Tavarnaro, autor da proposta inicial que deu origem ao projeto e coordenador da Câmara Técnica do CDEPG responsável por sua elaboração. Participaram da reunião, além da prefeita, os secretários Luiz Henrique Honesko, Cláudio Grokovski, Tônia Mansani e Edgar Hampf, além do presidente do IPLAN, Rafael Mansani. O Conselho de Desenvolvimento Econômico de Ponta Grossa foi representado por sua presidente, Priscilla Garbelini Jaronski, e pelo próprio Tavarnaro, que detalhou os principais eixos da iniciativa.

Durante a exposição, foram apresentados o diagnóstico da região central, o plano de trabalho elaborado até agora, os apoios institucionais já conquistados e exemplos práticos que poderão integrar o programa, como a criação de uma via gastronômica na Rua XV de Novembro, aproveitando a estrutura comercial já existente. Também foram discutidas propostas voltadas à mobilidade urbana, à mudanças na pavimentação, à melhoria da iluminação e dos passeios, ao fortalecimento da segurança pública, à recuperação de imóveis comerciais hoje vazios e ao incentivo à moradia no Centro, especialmente através do retrofit, que a modernização de imóveis antigos, buscando criar opões para um público de baixa renda.

Outro ponto defendido pelo CDEPG foi a utilização de instrumentos de incentivo ao investimento privado. A proposta prevê que o município estimule empresas interessadas em recuperar imóveis da região por meio de benefícios fiscais já existentes em legislação semelhante aplicada ao Quadrilátero Histórico.

Ao final da reunião, todos os secretários municipais assumiram o compromisso de analisar, dentro de suas respectivas áreas, quais medidas poderão contribuir para a implantação do projeto. A proposta também seguirá sendo construída em conjunto com instituições como ACIPG, UEPG, Sindilojas, Câmara Municipal, Sebrae e outras entidades que integram o Conselho de Desenvolvimento Econômico.

A presidente do CDEPG, Priscilla Garbelini Jaronski.
A presidente do CDEPG, Priscilla Garbelini Jaronski. |  Foto: Divulgação.

Para a presidente do CDEPG, Priscilla Garbelini Jaronski, o encontro representou o início efetivo de uma mobilização que deverá envolver toda a cidade. "Foi um momento muito importante porque conseguimos convergir esforços. A Prefeitura já possui estudos e informações importantes, assim como a universidade, o Sebrae e outras instituições. Agora vamos reunir esse conhecimento em um grupo de trabalho para transformar essas ideias em ações concretas. Este é um projeto que precisa ser cocriado pela sociedade organizada e construído com ampla participação da comunidade."

Segundo ela, a revitalização vai muito além da recuperação física dos espaços urbanos. "Quando fortalecemos o Centro, fortalecemos também a economia, a segurança, o turismo e a qualidade de vida. Queremos que as pessoas voltem a ocupar essa região, passeiem, convivam, consumam e façam do Centro novamente um espaço vivo. Esse é um projeto multissetorial, capaz de gerar benefícios para toda a cidade."

A prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt.
A prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt. |  Foto: Divulgação.

A prefeita Elizabeth Schmidt afirmou que a proposta dialoga com a necessidade de planejar o futuro de uma cidade que acaba de completar 203 anos e destacou que a administração municipal pretende participar da construção das soluções. "O que estamos vendo é um grupo disposto a apresentar caminhos para uma nova leitura do Centro da cidade. Isso significa agir, não esperar. É um trabalho que depende da participação da comunidade e que pode reunir ideias simples e outras mais complexas, mas que, construídas coletivamente, podem produzir grandes resultados."

Elizabeth também confirmou que o município já iniciou a análise de possíveis adequações na legislação urbanística. "Já nos colocamos à disposição para começar esse estudo, inclusive avaliando a ampliação da abrangência do atual Quadrilátero Histórico para uma zona histórica mais ampla. A intenção é oferecer as condições necessárias para que possamos fazer o melhor trabalho possível de revitalização."

Tônia Mansani, secretária de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional.
Tônia Mansani, secretária de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional. |  Foto: Divulgação.

Um dos principais encaminhamentos da reunião surgiu a partir de uma proposta apresentada pela secretária municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Tônia Mansani. Ela sugeriu atualizar a legislação que criou os incentivos destinados ao Quadrilátero Histórico para que os benefícios alcancem outras quadras do Centro Histórico definidas pelo Plano Diretor.

Na prática, isso permitiria estender incentivos urbanísticos e fiscais hoje concentrados no entorno da Estação Saudade — atualmente administrada pela Fecomércio — para uma área significativamente maior, abrangendo trechos que incluem a Rua XV de Novembro e a região da Catedral Sant'Ana, onde está localizado o marco zero de Ponta Grossa. A proposta parte do entendimento de que foi justamente naquele entorno que nasceu a cidade.

Segundo Tônia Mansani, a atualização da legislação representa uma evolução natural do planejamento urbano. "Hoje temos um Plano Diretor diferente daquele existente quando a lei foi criada. A ideia é revisar os instrumentos de incentivo, adequando-os à legislação atual e estendendo esses benefícios para toda a área reconhecida como zona histórica, garantindo mais equilíbrio e ampliando as oportunidades de revitalização."

O presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa, Rafael Mansani.
O presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa, Rafael Mansani. |  Foto: Divulgação.

O presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa, Rafael Mansani, afirmou que a proposta converge com as diretrizes de desenvolvimento já aplicadas pelo município. "O projeto faz sentido porque incentiva o retorno das pessoas ao Centro, amplia a utilização dos imóveis existentes, melhora a mobilidade urbana e fortalece a segurança. É uma proposta que dialoga diretamente com os estudos que já realizamos para a revisão das leis urbanísticas."

O presidente do SECOVI-PR, Carlos Ribas Tavarnaro, autor da proposta inicial que deu origem ao projeto e coordenador da Câmara Técnica do CDEPG responsável pela elaboração do projeto "Viva o Centro de Ponta Grossa".
O presidente do SECOVI-PR, Carlos Ribas Tavarnaro, autor da proposta inicial que deu origem ao projeto e coordenador da Câmara Técnica do CDEPG responsável pela elaboração do projeto "Viva o Centro de Ponta Grossa". |  Foto: Divulgação.

Ao final da apresentação, Carlos Tavarnaro destacou que o apoio demonstrado pela administração municipal representa um passo decisivo para transformar a proposta em realidade. "Fiquei muito satisfeito em perceber que a administração municipal compreendeu a essência da proposta. Nosso objetivo é recuperar o potencial econômico de uma região que, além de sua importância histórica, faz parte da memória afetiva dos ponta-grossenses. Ao fortalecer essa área, fortalecemos também a economia do município, como ocorreu em cidades que adotaram iniciativas semelhantes, entre elas Curitiba."

Inspirado em experiências bem-sucedidas em outros municípios, como Curitiba, por exemplo, o projeto "Viva o Centro de Ponta Grossa" pretende reunir investimentos públicos pontuais e estímulos à iniciativa privada para devolver dinamismo econômico, ampliar a ocupação dos imóveis, valorizar o patrimônio histórico e transformar a região central em um espaço de convivência, moradia, cultura, turismo e negócios. Novas etapas de planejamento devem ser executadas durante os meses de agosto e setembro. Já as obras de revitalização só devem começar em 2027, se todas as instituições participantes estiverem de acordo.

Com informações da assessoria de imprensa.

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