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Paulo Balansin sugere que vereador de Ponta Grossa receba um salário mínimo

O vereador Paulo Balansin propõe salário de vereadores de Ponta Grossa a um salário mínimo após discussão acalorada entre parlamentares na Câmara Municipal nesta segunda-feira (11)

Os parlamentares aprovaram o reajuste do salário dos servidores da Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) nesta segunda-feira (11)
Os parlamentares aprovaram o reajuste do salário dos servidores da Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) nesta segunda-feira (11) -

Lilian Magalhães

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O vereador Paulo Balansin (União Brasil) propôs na sessão ordinária desta segunda-feira (11) na Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) que o salário dos vereadores seja de um salário mínimo — o equivalente a R$ 1.621,00, conforme oficializado pelo Decreto nº 12.797/2025 e em vigor desde 1º de janeiro de 2026.

A proposta foi feita após a aprovação do Projeto de Lei nº 166/2026, que dispõe sobre a revisão anual de vencimentos e subsídios. O vereador Paulo Balansin (União Brasil) expressou ter se irritado com a "demagogia" na Câmara Municipal, quando outros parlamentares justificaram o voto contrário ao projeto por se tratar de um reajuste que envolve o salário dos vereadores, e não somente dos servidores da CMPG.

O projeto, aprovado na sessão desta segunda-feira (11), prevê revisar os salários dos funcionários efetivos da Câmara Municipal em 5,5% e a correção dos salários dos vereadores em 3,77%, referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) dos últimos doze meses.

Conforme apresenta a justificativa, a proposição visa conceder aos servidores da CMPG o reajuste no salário dos vereadores "não se trata de um aumento, e sim de recomposição da inflação do período". O texto ainda afirma que o aumento financeiro proposto tem adequação orçamentária e financeira de acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual.

O projeto é assinado pela Mesa Executiva, formada pelo presidente da Câmara, vereador Julio Küller (PL); o vice-presidente, Dr. Erick (União Brasil); o 1º secretário, Dr. Zeca (União Brasil); a 2ª secretária, Teka dos Animais (União Brasil); e o 3º secretário, Professor Careca (PV).

Discussão

Em meio à discussão do projeto no plenário da Câmara nesta segunda-feira (11), os vereadores Ricardo Zampieri (PL), Professor Careca (PV), Ede Pimentel (PDT), Paulo Balansin (União Brasil) e Fábio Silva (Republicanos) protagonizaram um debate acalorado na avaliação de prós e contras da proposta.

Ricardo Zampieri utilizou o espaço da palavra para esclarecer seu posicionamento contrário ao projeto. "Não gostaria de votar contra o aumento do salário dos servidores desta Casa de Leis, mas como não conseguimos, pela maioria, o destaque do inciso de votar exclusivamente perante à questão dos vereadores, eu voto contrário ao projeto".

Na sequência, o vereador Paulo Balansin expressou sua irritação, e foi apoiado pelos vereadores Professor Careca e Fábio Silva. "Chega de demagogia! Isso é votar contra os servidores desta Casa. É conversa mole para fazer discurso nas redes sociais", disse Balansin.

O parlamentar propôs um projeto a ser apresentado na próxima semana, no qual o salário dos vereadores deve ser votado em R$ 1.500,00, valor citado por Balansin para fazer referência ao salário mínimo. "Não estamos votando o aumento do salário, é um reajuste! Quem aqui não ganha vale-alimentação nesta Casa de Leis? É uma demagogia!", expressou Careca.

Por fim, o vereador Ede Pimentel fez uma provocação aos seus pares. "Eu quero ver se realmente esses vereadores que vos falam têm coragem de apresentar o projeto para abaixar o salário do vereador a um salário mínimo. E eu assino com eles", disse o parlamentar, que complementou seu posicionamento esclarecendo que não receberá o reajuste, assim como Balansin também declarou.

Participe do debate

O Portal aRede acompanhou a sessão da Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) desta segunda-feira (11) e quer saber a opinião da comunidade ponta-grossense após a ocorrência da discussão no plenário.

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