Falsa amizade termina em golpe de R$ 72 mil contra aposentado em PG
O investigado utilizou extrema manipulação para conquistar a confiança de um colega, de 59 anos, utilizando o celular da vítima para contrair empréstimos

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 13.ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, concluiu as investigações e indiciou um homem de 26 anos pela prática do crime de estelionato praticado diversas vezes contra a mesma vítima. O investigado utilizou-se de extrema manipulação para conquistar a confiança de um colega, de 59 anos, utilizando o celular da vítima para contrair empréstimos e abrir contas bancárias de forma fraudulenta, gerando um prejuízo estimado em R$ 72 mil.
O Modus Operandi e a Falsa Amizade
As investigações revelaram que o golpista agiu de forma premeditada e calculista. Aproveitando-se de um convívio próximo e do fato de estar realizando uma pequena reforma no banheiro da casa do pai da vítima, o autor estreitou os laços de amizade. Para criar um ambiente de falsa segurança, o investigado chegou a convidar a vítima de 59 anos para pescarias.
Foi justamente em momentos de lazer e distração — como durante a pescaria ou sob o pretexto de "pegar o celular emprestado para tirar fotos" — que o suspeito colocou o golpe em prática. Valendo-se da falta de familiaridade da vítima com a tecnologia, o golpista acessava o aparelho desbloqueado. Sorrateiramente, ele abriu uma conta em um banco digital em nome do homem mais velho e realizou diversas contratações de empréstimos, sendo um deles no valor de R$ 25 mil, que gerou uma dívida parcelada em 96 vezes de R$ 590. Todo o montante era rapidamente transferido para a conta do próprio golpista.
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Cinismo e Versões Contraditórias
O crime só foi descoberto no final do ano, quando a vítima notou os descontos sucessivos em seus rendimentos de aposentadoria. Ao ser descoberto e confrontado por mensagens pela família da vítima, o golpista demonstrou total frieza e cinismo. Inicialmente, tentou negar que havia se aproveitado da situação, mas logo em seguida mudou o tom, prometendo que "daria um jeito de pagar" e que faria depósitos mensais, os quais nunca se concretizaram.
A atitude dissimulada do homem de 26 anos ficou ainda mais evidente durante seu interrogatório formal na Delegacia. Em sua versão, ele tentou convencer a Autoridade Policial, Dr. Gabriel Munhoz de que a vítima, de forma consciente, havia feito empréstimos de dezenas de milhares de reais, assumindo uma dívida astronômica de juros, apenas para pagar a mão de obra e comprar materiais básicos (como uma furadeira) para a reforma de um simples banheiro, versão que foi completamente afastada.
A narrativa fantasiosa do investigado foi desconstruída pelas provas técnicas e extratos bancários anexados ao inquérito, que comprovaram que o dinheiro foi desviado para seu benefício próprio enquanto a vítima era mantida em erro.
Com a conclusão do inquérito, o homem foi formalmente indiciado por estelionato e o procedimento foi remetido ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para a responsabilização criminal do autor.






















