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Conheça a história de Francisca Manys Michaloski, a professora mais antiga de PG

Francisca Manys Michaloski faleceu nesta quinta-feira (26) no Hospital Santa Casa de Ponta Grossa, aos 106 anos

Natural de Guaraúna, ela iniciou sua história no magistério ainda jovem e, ao longo da vida, formou-se em pedagogia e geografia
Natural de Guaraúna, ela iniciou sua história no magistério ainda jovem e, ao longo da vida, formou-se em pedagogia e geografia -

Iolanda Lima

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Francisca Manys Michaloski, reconhecida como a professora mais antiga de Ponta Grossa, construiu uma trajetória de mais de um século dedicada à educação. Natural de Guaraúna, ela iniciou sua história no magistério ainda jovem e, ao longo da vida, formou-se em pedagogia e geografia, tornando-se professora e diretora em escolas municipais. Sua vida centenária é marcada pela força feminina, pela resiliência e pelo compromisso com a formação de novas gerações.

Francisca faleceu nesta quinta-feira (26) aos 106 anos, deixando um legado que segue vivo na memória de quem aprendeu com ela e na história da educação de Ponta Grossa. A causa da morte não foi revelada. O velório acontece na Capela da Funerária Princesa e o sepultamento está marcado para esta sexta-feira (27), às 11 horas.

DOCUMENTÁRIO E LEGADO

A família de Francisca veio da Polônia em 1890. Aos 13 anos, ela já sabia ler e escrever em polonês e português, e começou a aprender para poder dar aula na região. Morava em uma casa de madeira centenária, criava galinhas e também costurava na máquina. A vontade de revolucionar e estudar a levou a cursar geografia e pedagogia, tornando-se referência na educação local. Aos 55 anos, passou em primeiro lugar na faculdade e tornou-se diretora e professora em escolas municipais, influenciando outras mulheres a também buscarem a formação acadêmica.

A história centenária de Francisca ganhou visibilidade em um projeto audiovisual idealizado por seu genro, Antonio Mikulis, com direção da fotógrafa e jornalista Adriane Silva. O documentário de 31 minutos reúne depoimentos de familiares e amigos, que destacam a generosidade e a sabedoria da matriarca. A filha Beatriz revela no filme que a mãe acreditava ter uma missão ainda a cumprir: “ela acha que ainda está aqui porque tem uma missão, de acudir alguém, alguma de nós, ela ainda não sabe qual a missão dela, mas acredita que há”.

Francisca nasceu em 1919, mas curiosamente possui dois registros de nascimento. Na época, era comum registrar tardiamente os bebês, e o pai, com dificuldade com a língua portuguesa, não soube informar com precisão o mês.

Em 2024, o Grupo aRede homenageou Francisca quando ela completou 105 anos, com matérias publicadas no Portal aRede e no Jornal da Manhã. Sua trajetória de mais de um século é um reflexo de resiliência, sabedoria e dedicação à educação.

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