IAT autoriza Sanepar a usar boias eletromagnéticas na Represa de Alagados
O experimento tem caráter investigativo e a Sanepar é responsável por monitorar possíveis impactos ambientais, com relatórios mensais ao IAT

O Instituto Água e Terra (IAT) emitiu uma Autorização Ambiental (AA) a Sanepar para começar um experimento com boias eletromagnéticas na Represa de Alagados, em Ponta Grossa. A autorização ambiental nº 64095, publicada nesta semana, permite a instalação de boias equipadas com módulos que emitem campo magnético alternado para conter a proliferação de cianobactérias, principal causa das alterações no odor e gosto da água distribuída na cidade.
A Sanepar anunciou a medida no começo de março e utilizará uma tecnologia inovadora da empresa canadense EM Fluids, que já realiza projetos em Curitiba. "Por meio de ondas eletromagnéticas de baixa potência, as quais são emitidas por dispositivos instalados em boias energeticamente autônomas", explicou a companhia ao Portal aRede.
O IAT emitiu a autorização com validade de um ano e estabeleceu uma série de condicionantes. "Fica expressamente vedado o uso de ultrassom ou frequências diferentes das apresentadas ao órgão. Fica proibida também a semeadoura ou introdução de qualquer espécie de organismo no reservatório. A Sanepar é responsável pela implantação, operação, manutenção e monitoramento da solução, bem como é responsabilizada por possíveis efeitos negativos ao meio ambiente, bem como a implantação de possíveis medidas corretivas." informa a Autorização.
Deverão ser realizadas análises quantitativas e qualitativas de fito e zooplâncton, medição de cianotoxinas e análises físico-químicas. Qualquer alteração significativa ou aumento das toxinas próximo à captação de água, os equipamentos devem ser desligados imediatamente.
A instalação também depende de anuência da Electra Energia, concessionária do reservatório. O IAT deverá ser informado da data de instalação para realizar campanha de coleta de amostras. Relatórios mensais com os resultados do automonitoramento deverão ser enviados ao órgão ambiental.
O documento também coloca que "qualquer descumprimento da legislação ambiental vigente, como a demora na adoção das medidas saneadores mencionadas.. sujeitará a empresa e/ou seus representantes às sanções previstas na Lei Federal 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais."
A medida é uma resposta aos recorrentesproblemas de odor e gosto na água de Ponta Grossa, que segundo a empresa são causados pela floração de algas na Represa de Alagados O pedido de autorização foi protocolado pela Sanepar em 11 de fevereiro.
No último mês, a Prefeitura de Ponta Grossa cobrou ações urgentes da Sanepar durante reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Condema). Agora, com o aval do IAT, a tecnologia começa a ser testada como possível solução para o problema.





















