Prefeitura cobra soluções imediatas da Sanepar sobre qualidade da água em PG
Empresa foi convocada pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente para prestar esclarecimentos sobre a qualidade da água em Ponta Grossa

Em reunião convocada pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente (Condema) nesta quinta-feira (26), a Prefeitura de Ponta Grossa cobrou "soluções imediatas, e preventivas" da Sanepar. A empresa, responsável pelo tratamento de água no município, foi convocada para prestar esclarecimentos sobre as alterações no odor e gosto na água distribuída, além das reclamações de cobranças abusivas nas faturas.
Após a reunião, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente afirmou que "o que ficou claro é que a questão de odor e sabor são efeitos colaterais mais amenos, menos impactantes e sem risco à população, devido à proliferação das algas". A pasta também cobrou soluções imediatas e preventivas para que o problema pare de se repetir anualmente, visto que o fenômeno é natural nesse tipo de captação de reservatórios artificiais.
O QUE DIZ A SANEPAR
A Sanepar informou todas as medidas que vêm sendo tomadas em relação à Represa de Alagados e ao abastecimento da cidade. Entre elas, destacam-se "perfuração e operacionalização de poços para diminuir a dependência da captação de Alagados, o reforço no tratamento, no monitoramento e nas análises da água; ajustes operacionais contínuos, a contratação de consultoria especializada para subsidiar novas ações, melhorias e ampliações no sistema produtor e a ação conjunta entre diferentes instituições e a sociedade em geral para a gestão de riscos e conservação da bacia hidrográfica."
RECLAMAÇÕES E DENÚNCIAS
Nos últimos dias, diversos moradores de Ponta Grossa vêm relatando alterações no gosto e no odor da água distribuída pela Sanepar. Em nota, a companhia atribuiu o problema à floração de algas na Represa de Alagados, mas garantiu que a água segue sem riscos à população.
Outro problema recorrente são as faturas com valores considerados abusivos. Seguidores do Portal aRede relataram aumentos entre R$ 100 e R$ 300, chegando em alguns casos a R$ 2.077,11. A Sanepar afirmou que cobranças irregulares, com comprovação de erro, serão ressarcidas.





















