Infraestrutura segura e segregada melhora a mobilidades nos bairros
Projetos estruturantes unem mobilidade, promoção do meio ambiente e da qualidade de vida no planejamento de longo prazo
Publicado: 04/01/2026, 12:17

A agenda estratégica de Ponta Grossa tem embasamento em um desenvolvimento sustentável. Em 2025, a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG) e outros órgãos parceiros, apresentaram propostas para intervenções socioambientais que combinam macrodrenagem, arborização, parques lineares e um ambicioso trecho de ciclovias interparques que pretende conectar áreas verdes e bacias fluviais da cidade.
As imagens de projeção 3D divulgadas mostram ciclovias, pistas de caminhada iluminadas e estruturas de convivência integradas a soluções de drenagem nas bacias dos rios Olarias, Pilão de Pedra e Ronda. A prefeita Elizabeth Schmidt classificou a proposta como “o maior projeto de parques lineares da história de Ponta Grossa. Uma parceria estratégica permite que o planejamento dos próximos 25 a 30 anos seja feito hoje para que a cidade não sofra amanhã. Muito trabalho pela frente!”, destacando a visão para a prevenção contra efeitos das mudanças climáticas.

A administração indica que o planejamento visa olhar a cidade para as próximas décadas, com intervenções que atuem simultaneamente na mitigação de enchentes, recuperação de margens, lazer e mobilidade ativa. O chamado Interparques surge como eixo estruturante para a expansão de Ponta Grossa: trata-se de um corredor de parques e ciclovias interligando áreas da cidade, incentivando o lazer, turismo, economia e prevenção de riscos. Para Henrique Zulian, arquiteto e urbanista, este projeto traz novas perspectivas para a mobilidade em Ponta Grossa. "Ciclovias isoladas tendem a ter uso limitado; já uma malha integrada permite deslocamentos reais e cotidianos, conectando bairros entre si, equipamentos públicos, áreas de trabalho, educação e lazer", detalha.

A estimativa preliminar do investimento neste projeto, divulgada pela Prefeitura e pela Unilivre soma cerca de R$ 120 milhões, previsão que, segundo a administração, será detalhada em cronogramas. Além deste, a agenda ambiental de Ponta Grossa inclui um projeto integrado para a implantação de três usinas fotovoltaicas municipais, voltadas à geração de energia limpa para prédios públicos.
Planejamento e estratégia sustentável
Para Rafael Mansani, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa (Iplan), projetos como o Interparques e os novos acessos a bairros mais afastados, como o Costa Rica, representam esse compromisso com uma cidade mais integrada, inclusiva e ambientalmente responsável. “Ao priorizar mobilidade ativa, conexões seguras e infraestrutura que beneficia tanto o transporte quanto a qualidade de vida, estamos investindo em uma cidade que funciona melhor para todos, hoje e nas próximas décadas”, diz.

Paralelamente, a Prefeitura também estruturou projetos para a implantação de usinas fotovoltaicas de menor porte, viabilizadas com recursos do Governo do Estado, por meio de emenda parlamentar do deputado Delegado Matheus Laiola (União Brasil). Essas unidades complementam o sistema principal e permitem que diferentes equipamentos públicos passem a operar com energia renovável, reduzindo despesas correntes e impactos ambientais.
Outro eixo estratégico é a integração das ações de base ESG (ambiental, social e governança) no município, desenvolvida em conjunto com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Dentro dessa política, está o credenciamento de estações de recarga para veículos elétricos, iniciativa que prepara a cidade para a transição da mobilidade urbana e incentiva o uso de tecnologias menos poluentes no transporte.

Estas propostas, além de reduzirem riscos, têm potencial para qualificar áreas degradadas, expandir espaços de convivência e estimular formas alternativas de mobilidade. Zulian avalia que os projetos têm caráter estratégico e devem transformar estes espaços ao qualificá-los para o lazer, convivência e paisagem. “Além do aspecto ambiental, esses projetos cumprem um papel estratégico na mobilidade sustentável ao possibilitar a implantação de ciclovias que funcionem como uma rede contínua, conectada e hierarquizada, da mesma forma que a malha viária atende aos automóveis”, declara o arquiteto e urbanista. O especialista explica que o projeto é inteligente por sua capacidade de integração. "Ciclovias isoladas tendem a ter uso limitado; já uma malha integrada permite deslocamentos reais e cotidianos, conectando bairros entre si, equipamentos públicos, áreas de trabalho, educação e lazer".

Para isso ocorrer, contudo, a Prefeitura deve avançar em projetos executivos, licitações, medidas de gestão de riscos e garantias contratuais que assegurem o bom funcionamento das novas estruturas. Por fim, o conjunto de iniciativas voltadas a sustentabilidade urbana da Secretaria Municipal de Projetos estratégicos compõe uma agenda coerente para a expansão do município. As propostas podem alterar a paisagem urbana de Ponta Grossa e criar redes de infraestrutura verde que aumentarão resiliência a eventos climáticos, reduzirão custos operacionais e oferecerão novas oportunidades de lazer e mobilidade à população.
Além do Interparques, Ponta Grossa avança em uma agenda ambiental mais ampla, coordenada pela Secretaria de Projetos Estratégicos (Smpe) em parceria com outras pastas. Entre as iniciativas em andamento estão a implantação de três usinas fotovoltaicas municipais, voltadas à redução de custos com energia elétrica, além de três usinas solares de menor porte, com recursos do Governo do Estado Integração das ações de base ESG na administração municipal. Também está em andamento na pasta o desenvolvimento do projeto para estações de recarga de veículos elétricos. Segundo a administração, a meta é alinhar crescimento urbano, responsabilidade ambiental e eficiência na gestão pública.




















