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Ponta Grossa é destaque em habitação própria no Paraná

Financiada com recursos do Fundo Paraná, a PAD-PR ouviu, entre abril e julho, moradores de 73 mil domicílios urbanos e rurais em 361 municípios de 29 regiões geográficas do Estado

Região de Ponta Grossa lidera indicador de moradores com domicílio próprio
Região de Ponta Grossa lidera indicador de moradores com domicílio próprio -

Publicado por João Victor

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O Governo do Paraná divulgou nesta quarta-feira (26) os resultados da primeira Pesquisa por Amostra de Domicílios do Paraná (PAD-PR), o maior levantamento domiciliar já conduzido por um governo estadual no País. Realizado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o estudo revela que 89,8% da população do Paraná vive em áreas urbanas. O painel com os dados da pesquisa pode ser acessado no site do Ipardes e a apresentação completa está AQUI .

Financiada com recursos do Fundo Paraná, a PAD-PR ouviu, entre abril e julho, moradores de 73 mil domicílios urbanos e rurais em 361 municípios de 29 regiões geográficas do Estado. É considerada uma pesquisa ainda mais detalhada do que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), coordenada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que realiza 20 mil entrevistas no Paraná.

Os dados divulgados nesta quarta-feira são um primeiro olhar geral sobre o levantamento, apontando, por exemplo, predominância da população urbana sobre a rural, alta ocupação e escolarização da população e imóveis bem estruturados, com altos índices de acesso a água e esgoto. A partir de 2026, serão apresentadas análises mais detalhadas por municípios.

O secretário do Planejamento, Ulisses Maia, destacou que o levantamento se torna uma ferramenta central para orientar decisões públicas. “Esses dados são extremamente importantes porque induzem a tomada de decisão dos gestores em várias áreas, como habitação, educação e meio ambiente. Não existe mais espaço para decidir por achismo. As políticas precisam ser baseadas em ciência, em dados técnicos, e é isso que essa pesquisa oferece com grande margem de acerto”, analisou.

O diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, reforçou que a PAD-PR confirma o impacto das políticas públicas já implantadas pelo Governo do Estado nos últimos anos. “Políticas públicas precisam de informação. É a partir dessa base de dados que conseguimos caminhar mais rápido e tomar decisões mais assertivas”, disse.

Callado destacou que os resultados reforçam como o Paraná tem utilizado dados para orientar políticas e melhorar indicadores. “A pesquisa mostra que o Paraná tem números robustos e políticas implementadas em todas as áreas. Estamos bem, mas agora, com esse detalhamento inédito, teremos ainda mais subsídios para corrigir distorções e ampliar programas para atender melhor a população”, arrematou.

POPULAÇÃO URBANA – Os dados reforçam a urbanização consolidada do Paraná. De acordo com o levantamento, 89,8% da população do Estado reside nas zonas urbanas e 10,2%, nas zonas rurais. Dos 89,8% que vivem em áreas urbanas, a maior concentração está na região intermediária de Curitiba, que reúne 32,9% da população (45 municípios). Nas zonas rurais, que representam 10,2% do total, a maior proporção está na região de Cascavel (100 municípios).

A pesquisa também detalha o envelhecimento populacional, com destaque para as regiões de Londrina (94 municípios) e Maringá (115 municípios), onde a população com 60 anos ou mais chega a 19,2% e 18,9% A faixa etária mais numerosa do Paraná é justamente a de 60 anos ou mais, que representa 17,6% da população.

A tendência de envelhecimento da população já é observada pelo Governo do Paraná, que tem anunciado medidas para auxiliar os cidadãos acima dos 60 anos. Nesta semana, o governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou a criação do programa Paraná Amigo da Pessoa Idosa, que vai fortalecer a rede de atenção, proteção e promoção dos direitos; e o Bolsa Cuidador Familiar, que vai pagar meio salário-mínimo por mês a cuidadores familiares de pessoas idosas em situação de dependência ou fragilidade.

A quantidade de crianças é proporcionalmente maior em Guarapuava (14,1% de crianças de 0 a 9 anos). De maneira geral esse número é de 12,5% no Estado.

Em relação à cor, 63,7% se identificam como brancos, 28% como pardos e 5,1% como negros. A maior proporção da população negra é na região de Londrina (6,3%) e parda em Maringá (32,6%).

HABITAÇÃO PRÓPRIA – A situação habitacional é outro ponto central do levantamento. No Estado, 67% dos moradores têm domicílio próprio, índice que sobe para 78% nas áreas rurais. A região intermediária de Ponta Grossa (26 municípios) lidera esse indicador entre as regiões intermediárias, com 74,1% de casas próprias, seguida pela região de Guarapuava (84,7%), com dados de 19 municípios.

A infraestrutura dos domicílios paranaenses aparece com altos níveis de cobertura. Além dos 95,8% de moradores urbanos abastecidos pela rede geral de água, o estudo mostra que 95,8% do lixo domiciliar do Estado é coletado. Nas áreas urbanas, o índice chega a 99,7%, enquanto nas rurais fica em 61,5%. Os índices de saneamento também comprovam o atendimento muito superior à média nacional, ultrapassando 86% em Curitiba e Ponta Grossa.

EDUCAÇÃO ALTA – Na educação, a PAD-PR revela que 95,3% da população com 15 anos ou mais sabe ler e escrever. Na área, urbana, por exemplo esse índice chega a 97,1% em Curitiba e 95,8% em Ponta Grossa.

Outro índice é que 37,1% dos paranaenses têm o ensino médio completo, seguido por fundamental incompleto, fundamental completo e ensino superior (18,3%).

Com informações: Agência Estadual de Notícias. 

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