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Caritas se destaca no atendimento a migrantes

Cubanos, venezuelanos e até afegãos são atendidos

Em junho, um grupo esteve no Parque Histórico de Carambeí na Semana do Migrante
Em junho, um grupo esteve no Parque Histórico de Carambeí na Semana do Migrante -

Da Redação

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A Caritas Diocesana completou 15 anos em 2022. E sua atuação está em um crescente. A mudança para a sede própria, em agosto de 2019, aumentou não só o espaço, mas o trabalho e também a equipe, já que voluntários puderam ser contratados. Entre as constatações desse período a necessidade de manter o sistema de sustentabilidade financeira da Caritas, baseado no recebimento de recursos pelo Programa Nota Paraná, graças a doação de notas fiscais sem CPF, na venda de óleo de cozinha usado – paralisada porque não há mais óleo excedente – e na fabricação de sabão – feito com esse óleo e vendido hoje em 12 paróquias. Em média, 20 mil notas são doadas e processadas mensalmente, o que rende à Caritas perto de R$ 8 mil.

Atualmente, o carro-chefe da atuação da Caritas é o atendimento a migrantes. De acordo com a assistente social Érica Francine Clarindo, mais ou menos 700 migrantes receberam a regularização migratória, com orientações diversas, em encontros, passeios, formações e rodas de conversa. “As últimas rodas de conversa temos feito com as mulheres porque percebemos que os que vem à Caritas são homens e que, quando a mulher vem, fica acanhada, insegura. Neste sábado, dia 17, teremos a última roda do ano e vamos tratar noções de autocuidado, até para (elas) irem pegando confiança na Caritas para, ano que vem, trabalharmos outros temas, como empregabilidade, que é muito pedido”, contava Érica, semana passada.

No atendimento ao migrante, a Caritas tem parceria com a Universidade Estadual de Ponta Grossa, para aulas de Português, Informática e Empreendedorismo. Também uma relação muito produtiva com a Agência do Trabalhador de Ponta Grossa, que reserva vagas exclusivas para migrantes, liga avisando o surgimento de oportunidades e pede o envio de candidatos para entrevista. Este ano, foi formado o Comitê Municipal de Migração, resultado da ação da Caritas junto a Prefeitura de Ponta Grossa. “O Comitê está caminhando. Estamos revendo alguns pontos, pedindo para que a prefeita refaça o decreto para colocarmos outros parceiros. A Caritas cumpre o seu papel”, garante a assistente social.

Érica lembra que os migrantes continuam chegando. “Houve uma saída grande de haitianos para os Estados Unidos, mas os venezuelanos continuam chegando, em menor quantidade, mas continuam. Agora, passamos a receber uma boa quantidade de cubanos e afegãos. Atendemos dois daqueles que estão acampados no Aeroporto de Guarulhos”, informa Érica. “Sou por tudo que a Caritas faz por nós. Espero com muita ansiedade o dia marcado para a nossa roda de conversa. Gosto muito. Me ajuda a cada dia me empoderar e aprender que eu devo ser a minha prioridade. Eu nunca vou ter palavras suficientes para lhes agradecer por tanto carinho e cuidado para nós, pois a Caritas, sem vocês, seria só uma Instituição a mais. Quanto a doação de alimentos, também não tenho palavras, só gratidão. Peço que façam chegar minha gratidão a essas pessoas que deram um pouco deles para nos ajudar a passar um Natal mais tranquilo e feliz”, afirmava, no sábado, Belky Liliana Rivera Davila, venezuelana, no Brasil há três anos e cinco meses e, em Ponta Grossa, há um ano e cinco meses. Na roda de conversa do último sábado, foram distribuídas 18 cestas de Natal da compra coletiva da Rede Anunciação.

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