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Projeto une arte e sustentabilidade para criar tinta feita de terra em PG

Ideia tem sido compartilhada em oficinas práticas para estudantes e curiosos

Ideia tem sido compartilhada em oficinas práticas para estudantes e curiosos
Ideia tem sido compartilhada em oficinas práticas para estudantes e curiosos -

Da Redação

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Utilizando de recursos naturais, um projeto desenvolvido por artistas ponta-grossenses tem surpreendido pela união certeira de ciência, arte e sustentabilidade. Criado pela professora e arte-educadora Bia Góes e proposto pelo artista João Agner, o projeto Tom da Terra fabrica artesanalmente tintas com diversas tonalidades obtidas de diferentes colorações da terra, possibilitando pigmentos únicos e que podem ser aplicados em suportes que variam do papel à parede.

Desde março, o projeto vem realizando ações para multiplicar a ideia, com incentivo do Programa Municipal de Incentivo Fiscal à Cultura (Promific) e patrocínio da empresa Belgotex do Brasil. Na primeira etapa, foram capacitados estudantes, curiosos e agentes da comunidade na confecção da tinta de terra, com encontros no Instituto de Educação, curso de Artes Visuais da UEPG e Proex. As oficinas propiciaram o aprendizado e a realização de produções experimentais a partir da tinta que os participantes mesmos produziram, sem a aplicação de processos industriais.

“A tinta ecológica é um produto que parte da ciência e do conhecimento para oferecer uma possibilidade de criação artística com práticas sustentáveis. Queremos expandir essas práticas para que cada vez mais pessoas conheçam a técnica e possam criar suas próprias tintas, sejam elas artistas ou não”, explica Bia Góes.

Para além da sustentabilidade, o projeto também conscientiza as pessoas sobre a importância da valorização da terra enquanto elemento da natureza. “Para produção das tintas são utilizadas terras de diversas tonalidades, todas advindas de diferentes regiões de Ponta Grossa. Isso é muito profundo, pois mostra a diversidade do nosso chão, do nosso lugar. Queremos mostrar isso também para as pessoas que participam das oficinas, resgatando memórias de infância de como era bom pisar descalço na terra”, diz João Agner, que atua como contador de histórias.

Com produção assinada pela arte-educadora Rafa Prestes, o projeto Tom da Terra inclui ainda a pintura de muros em escolas públicas e casas de comunidades periféricas, além de uma exposição para mostrar ao público todos os processos e resultados. É possível acompanhar as produções pelo Instagram e Facebook @tomdaterra.parana.

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