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Contorno Norte de PG é obra prioritária da região no ‘PELT’

Trecho urbano das rodovias BR-376 e PR-151 em Ponta Grossa é apontado como um dos principais gargalos logísticos do Paraná

Ponta Grossa tem grande fluxo de veículos pesados no encontro de rodovias. ‘Arco’ desafogaria o fluxo, traria agilidade e reduziria custos
Ponta Grossa tem grande fluxo de veículos pesados no encontro de rodovias. ‘Arco’ desafogaria o fluxo, traria agilidade e reduziria custos -

Fernando Rogala

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Foi concluído e divulgado oficialmente, nesta semana, a revisão do Plano Estadual de Logística em Transporte (PELT 2035). O Plano, elaborado por lideranças e entidades da sociedade civil, coordenado pelo Conselho Temático de Infraestrutura da FIEP, lista as obras prioritárias em infraestrutura para todo o Estado do Paraná, após sete discussões realizadas em todas as regiões paranaenses. Além de trazer um acompanhamento em relação à primeira versão do documento, publicado em 2016, o PELT traz um número ainda maior de obras, agora mais de 140, entre elas inúmeras nos Campos Gerais.

Especificamente na região, o gerente de Assuntos Estratégicos da Fiep, João Arthur Mohr, que acompanhou todas as discussões para a elaboração dos dois planos, informa que a obra mais reivindicada e necessária para a região dos Campos Gerais, apontada pelas lideranças e representantes da sociedade, é o contorno pela cidade de Ponta Grossa, também chamado de ‘arco norte’. “De todas as obras dos Campos Gerais, a obra número um é o contorno de Ponta Grossa. É uma obra extremamente necessária para a cidade”, resumiu.

INVESTIMENTO

Esta é uma obra que já foi listada na primeira versão do PELT, não executada, sequer iniciada, e que agora volta para a pauta de discussões. A perspectiva, porém, é que ela saia do papel e seja executada em breve, tendo em vista que está prevista em um dos lotes dos novos contratos de concessão rodoviária do Paraná. Pelo proposto no ano passado, o contorno do município, orçado em aproximadamente R$ 950 milhões em valores correntes, será dividido em duas partes: o Contorno Leste (entre a BR-376 e a PR-151) e o Contorno Norte (da PR-151 até o Trevo Caetano, entroncamento da BR-376 e BR-373). Em VPL (Valor Presente Líquido), seriam cerca de R$ 350 milhões em desapropriações e R$ 250 milhões em investimentos. A previsão de conclusão de um desses trechos é até o sexto ano de concessão.

NECESSIDADE

Mohr explica que essa obra é necessária não só apenas pela segurança dos moradores, que utilizam os trechos de rodovia para movimentação do trânsito local, mas também para a agilidade no transporte, trazendo mais fluidez e economia de combustíveis, reduzindo os custos logísticos. “O grande gargalo hoje é a travessia por dentro da cidade, especialmente a Souza Naves. Apesar dos dois novos viadutos construídos, se formam filas para fazer os retornos em nível. Com o movimento muito grande, um caminhão, por exemplo, não tem chance nenhuma de passar. E há os gargalos na avenida Presidente Kennedy e na PR-151, na saída para Castro (rodovia Senador Flávio Carvalho Guimarães). Então o contorno eliminaria todo esse problema”, revela. Essas vias concentram o movimento de três rodovias com médio e alto fluxo: a BR-373, a BR-376 e a PR-151.

Maior parte das demandas é referente a rodovias

Entre as obras listadas na primeira versão do PELT (2016), um total de 97 projetos, Mohr explica que 24% foram concluídos no período. Já o equivalente a 55% das demandas está planejada ou em início de execução; e os outros 21% ainda não tiveram avanços. “São bons números. Isso mostra que construir um plano de Estado de forma conjunta com o poder público e a sociedade organizada civil funciona, porque vai além de um plano de governo, que independe de quem seja governador, presidente ou representantes na ALEP”, diz Mohr. Das 140 obras listadas nesta nova reedição do PELT, cerca de 70 são referentes a rodovias, ou seja, ao modal rodoviário. 

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