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Cesta básica tem alta pelo 14º mês seguido em Ponta Grossa

Valor da cesta básica passa a custar R$ 850,78 na cidade. Aumento em um mês foi de R$ 3,13. Alta ocorre deste junho de 2021, quando o valor era de R$ 666,43, em alta que chega a 27,6%

Em julho, dos 33 produtos avaliados na pesquisa, 16 tiveram aumento nos preços cobrados
Em julho, dos 33 produtos avaliados na pesquisa, 16 tiveram aumento nos preços cobrados -

Fernando Rogala

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O valor da cesta básica em Ponta Grossa mantém a sequência de alta ininterrupta que dura mais de um ano. Dados da última pesquisa realizada pelo Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas (NEREPP) da UEPG, referentes à primeira semana de agosto, apontam que a compra dos 33 itens básicos para uma família no município aumentou 0,37% em relação a julho e passou a custar R$ 850,78. Há um mês, o valor era de R$ 847,65, representando uma alta de R$ 3,13.

Este é o 14º mês seguido de aumento, em uma escalada que teve início em junho de 2021, quando o valor da cesta básica na cidade custava R$ 666,43. Nesse período, a cesta básica teve uma valorização de 27,66%, o que corresponde a um incremento de R$ 184,35. Somente neste ano, em 2022, tendo em vista que a cesta custava R$ 736,95 em dezembro de 2021, a compra ficou R$ 113,83 mais cara aos ponta-grossenses, o que corresponde a 15,44% de aumento no preço final.

Especificamente do mês de agosto, em relação ao julho, entre os 33 produtos que compõem a cesta, 16 subiram, 14 caíram e três mantiveram seus preços. O grupo de produtos que mais teve alta foi o de hortifrutigranjeiros, com 5,78% de alta, seguido pelo grupo de limpeza, com 3,61% de alta, e pelo de higiene, com 3,43% de incremento. Os outros dois grupos, de alimentação geral e de carne, tiveram quedas, de 0,69% e 2,29%, respectivamente. 


PRODUTOS

Entre os produtos, o que apresentou o maior crescimento no valor foi a cebola, de 32,07%, ao passo que o frango teve uma queda de 5%, sendo o produto com maior variação negativa. Outros destaques de valorização foram o sabão em pó, com alta de 8,1%, e o creme dental, com aumento de 8,92%. No grupo de alimentação, o item com maior aumento foi o macarrão, com 4,69%..


PODER DE COMPRA CAI

A pesquisa da cesta básica também aponta que o poder de compra dos ponta-grossenses caiu em nestes últimos meses. Tendo em vista o salário mínimo de R$ 1.212,00 no país, uma família com renda mensal de apenas um salário mínimo gastaria cerca de 70,20% de sua renda para comprar esses itens básicos, sobrando apenas R$ 360 para os outros gastos. Na primeira semana de fevereiro, quando a cesta custava R$ 752,73, e o salário mínimo já era de R$ 1.212, a mesma família gastava 62,1% de sua renda com a cesta básica. Já em junho de 2021, com a cesta básica a R$ 666,43 e o mínimo a R$ 1.100,00, a compra correspondia a 60,58% do salário.

NACIONAL

Ponta Grossa seguiu na contramão da média nacional. Entre as primeiras semanas de julho e agosto, o valor do conjunto dos alimentos básicos diminuiu em 10 das 17 capitais onde o DIEESE realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica. Em Curitiba, o valor da cesta básica caiu 1,78% na comparação com o mês anterior. Em Florianópolis houve uma baixa de 0,88%, e  em Porto Alegre a redução foi de 0,18%. No período de 12 meses, a cesta básica de Curitiba ficou 11,12% mais cara.

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