Feriado da Padroeira de Ponta Grossa; conheça a tradição

Dia 26 de julho, Ponta Grossa e Castro comemoram o Dia de Nossa Senhora Sant’Ana, padroeira dos municípios

Dia 26 de julho, Ponta Grossa comemora o Dia de Nossa Senhora Sant’Ana
Dia 26 de julho, Ponta Grossa comemora o Dia de Nossa Senhora Sant’Ana -

Da Redação

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Dia 26 de julho, Ponta Grossa e Castro comemoram o Dia de Nossa Senhora Sant’Ana, padroeira dos municípios

No dia 26 de julho, a cidade de Ponta Grossa e Castro, municípios da região dos Campos Gerais, comemoram o Dia da Senhora Sant’Ana, santa que é padroeira das duas cidades que estão localizadas há 40 km de distância uma da outra. A tradição católica relata que a Senhora Santana foi mãe de Maria e avó de Jesus, justamente por esse motivo, em 26 de julho também é comemorado o Dia dos Avós.

Apesar da comemoração ter a mesma intenção, as duas cidades possuem programações diferentes. Em Ponta Grossa, as festividades acontecem sempre com o Tríduo de missas diárias, uma procissão e missa solene no feriado, seguido de almoço.

Em Castro, a programação conta com missas solenes, benção dos veículos e no feriado acontece a tradicional procissão pelo Rio Iapó com a imagem de Senhora Sant’Ana. O cronograma prevê que a imagem chegue até a ‘Prainha’ para ser levada até a Igreja Matriz do município. A santa é transportada por diversas ruas da região central até ser levada à Igreja Matriz para uma missa solene.

Quem foi a Senhora Sant’Ana

Santa Ana se casou jovem, com São Joaquim, porém, ela era estéril, e não conseguia engravidar mesmo depois de anos de casada. Em Israel daquele tempo, uma mulher estéril era vista como amaldiçoada por Deus. Por isso, Santa Ana sofreu grandes humilhações. Apesar disso, Santa Ana e São Joaquim, porém, eram pessoas de fé e confiavam em Deus.

Segundo a tradição cristã, no dia 8 de setembro do ano 20 a. C., Santa Ana deu à luz uma linda menina à qual o casal colocou o nome de Miriam, que em hebraico, significa “Senhora da Luz”. Na tradução para o latim ficou “Maria”. A vergonha tinha ficado para trás. E daquela que todos diziam ser estéril nasceu Nossa Senhora, a mãe do Salvador.

Santa Ana se casou jovem, com São Joaquim, porém, ela era estéril
Santa Ana se casou jovem, com São Joaquim, porém, ela era estéril |  Foto: Divulgação
  

Escolha da padroeira de Ponta Grossa

Segundo dados disponíveis no site da Prefeitura de Ponta Grossa, fazendeiros que chegaram na cidade, se reuniram para decidir o local onde seria construída uma capela em devoção à Senhora de Sant’Ana e que também seria a sede do povoado. Como não chegaram a um acordo, pois cada um queria construí-la próximo a sua fazenda, decidiram então soltar um casal de pombos e, onde eles pousassem, ali seria construída uma capela, bem como seria a sede da Freguesia que estava nascendo.

Os pombos após voarem, pousaram em uma cruz que ficava ao lado de uma grande figueira no alto da colina. Problema resolvido, o local escolhido, todos ajudaram na construção de uma capela simples de madeira e, em sua volta a freguesia cresceu e se desenvolveu. Eles achavam que a Santa protegia com muito carinho as novas povoações e desde então ela passou a ser a padroeira da cidade.

Catedral Sant’Ana

A capela tornou-se paróquia em 1823, tendo como primeiro vigário padre José Pereira da Fonseca. Por volta de 1863, a pequena Igreja foi ampliada, já que não havia torres, nem corredores laterais. Em seu interior existia, além do altar-mor, dois altares laterais, um dedicado a São Pedro e o outro dedicado a Santo Antônio de Pádua.

Em 1906 houve necessidade de construção de uma nova igreja, esta foi desenhada pelo arquiteto italiano Nicolau Ferigoti, chamando atenção pelo seu estilo diferente e também por ser vista de vários locais, já que estava no alto da colina.

Em 1978 foi iniciada a demolição da Catedral, e uma nova foi construída no mesmo local, possuindo um estilo mais moderno.

Dia 26 de julho, Ponta Grossa comemora o Dia de Nossa Senhora Sant’Ana
Dia 26 de julho, Ponta Grossa comemora o Dia de Nossa Senhora Sant’Ana |  Foto: Divulgação
  

Passeios guiados na cúpula da Catedral Sant’Ana

As obras da nova catedral tiveram início oficialmente em maio de 1979. Muito do que existia na antiga igreja, demolida entre janeiro e junho de 1978, integram o acervo diocesano: oratórios, imagens, objetos e paramentos usados pelos dois primeiros bispos, dom Antonio Mazzarotto e dom Geraldo Micheletto Pellanda. São casulas, dalmáticas, estolas e também cálices, âmbulas, patenas, galhetas, tecas, ostensórios.

O subsolo da igreja tem 3.650 metros quadrados e abriga o ossário, banheiros e o museu. Na Capela do Santíssimo, o visitante ouve uma explicação sobre o mosaico, o significado da cruz, da árvore e suas raízes, dos rios que correm na direção do altar e do povo, da fênix e dos cervos, que compõe o Portal do Paraíso.

A altura da igreja entre o nível da Praça Marechal Floriano Peixoto até o ponto alto da cruz é de 61,9 metros. Dos 223 degraus, 61 da torre lateral são de concreto e 162 em estrutura metálica. O tempo de subida é de dez minutos. Não é permitido o manuseio de chaves e celulares durante a subida e é proibido se debruçar no parapeito. Os passeios começaram dia 9 e vão até dia 25 deste mês. Os recursos obtidos com a visitação serão usados exclusivamente na manutenção da igreja. ia'

O passeio guiado dura entre 40 minutos e uma hora percorrendo toda a igreja, mostrando da Capela do Santíssimo, acervo diocesano, nave principal e a cripta à cúpula, de onde se pode ver a cidade a 60 metros de altura. São 223 degraus para os aventureiros dispostos a conhecer a igreja-mãe da Diocese de Ponta Grossa.

O passeio guiado dura entre 40 minutos e uma hora percorrendo toda a igreja
O passeio guiado dura entre 40 minutos e uma hora percorrendo toda a igreja |  Foto: Divulgação