Indústrias realizam investimentos de R$ 4 bilhões em PG
Cerca de 10 indústrias investem em expansões e há outros quatro novos investimentos em execução na cidade

Cerca de 10 indústrias investem em expansões e há outros quatro novos investimentos em execução na cidade
Ponta Grossa, reconhecida por ter o maior parque industrial do interior do Estado, vive uma nova fase de grandes investimentos por parte de indústrias, seja por aquelas já instaladas na cidade, que estão ampliando para expandir suas capacidades, quanto por novos investimentos. De empresas locais a multinacionais, os investimentos são de diferentes portes, de alguns milhões a valores que alcançam a casa de R$ 1 bilhão.
Entre as indústrias que realizam ampliações estão a Heikenen, a Ambev, a Continental, a DAF, o Madero, a Makita, a Agrocete, a Águia, a Biofragrane e a Chesiquímica, totalizando investimentos que superam os R$ 2 bilhões. Entre novos investimentos em execução estão da Tatra, que constrói uma fábrica de caminhões e chassis em Ponta Grossa, com aporte inicial de R$ 102 milhões, a qual pretende inaugurar ainda neste ano; o da maltaria Campos Gerais, realizado por cooperativas paranaenses, com aporte inicial de R$ 1,6 bilhão (e que superará os R$ 3 bi em sua segunda fase); e o da queijaria da Unium, também formada por cooperativas da região, de R$ 465 milhões, totalizando aporte superior a R$ 2,1 bilhões em execução. As duas últimas obras foram iniciadas neste ano. Há também a Brasonda, fabricante de embalagens de papelão, que monta seu parque fabril em um terreno adquirido no Distrito Industrial.
“As ampliações que estavam programadas para 2019 e 2020 já aconteceram. E agora, depois da pandemia, o mercado retomou, até mais forte do que estava antes. Então, com o aumento do consumo no mercado, está acontecendo das empresas observarem a necessidade de ampliar. E como temos empresas que fornecem peças e produtos para outras empresas, quando o mercado aquece, há a necessidade de aumentar a produção”, informa o secretário de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, José Loureiro Neto. Além disso, seguindo esse raciocínio de aumento de mercado, Loureiro confirmou o interesse de outra multinacional fazer grandes investimentos para ampliar sua produção na cidade – mas sem revelar o nome, por questões de sigilo por parte da empresa.
Entre as ampliações, Loureiro ressalta o novo aporte da Heineken, para elevar ainda mais a produção na cidade, e do Madero, na casa de R$ 1 bilhão, na construção de uma nova fábrica em outro terreno no Distrito Industrial. “Eles estão começando a construir a nova fábrica deles no terreno”, alertou Loureiro. O planejamento inicial do grupo era que essa fábrica ficasse pronta até 2024. A Makita anunciou, em 2020, aportes anuais de R$ 100 milhões durante o período de cinco anos, enquanto que a DAF confirmou R$ 395 milhões para aplicar na fábrica de caminhões até 2026.
A Agrocete iniciou, ano passado, um pacote de expansão de R$ 90 milhões até 2025, para dobrar sua capacidade de produção; a Águia Sistemas de Armazenagem obteve, na última quarta (20), a licença ambiental para ampliação da fabricação de estruturas metálicas; e a Chesiquímica pretende investir em outra área de atuação e entrar na linha de cosméticos, ampliando também a sua estrutura física.
Ciclo trará desenvolvimento
Para o secretário municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, José Loureiro, todo esse ciclo de investimentos é muito benéfico para a cidade, pelo movimento de desenvolvimento que os aportes proporcionam. “E além disso, temos muitas empresas que entraram em contato com o município, para solicitar informações, fazendo a sondagem de terreno, para fazer a pesquisa para se instalar. Tudo isso é muito positivo, porque aquece o mercado de construção, gera mais ICMS e impostos para o município. Há a geração de empregos e a maior circulação de renda”, conclui o secretário.
Município aguarda a confirmação de dois megainvestimentos
Além desses investimentos já confirmados, o município aguarda a confirmação de outros dois grandes aportes, que juntos, se aproximam de R$ 1,9 bilhão. Um deles é o da Nissin, fabricante japonesa de alimentos, cujos executivos já se reuniram com o governo do Estado e com a Prefeitura, em 2020 e em 2021, manifestando o interesse de fazer um investimento que poderia atingir R$ 1 bilhão – na primeira fase, seriam R$ 350 milhões. Outro aporte confirmado pela empresa foi da Ambev, que confirmou um aporte na casa dos R$ 870 milhões na construção de uma fábrica de vidros no Paraná. O grupo cervejeiro não confirmou a cidade ainda, mas por questões logísticas em relação à fábrica, Ponta Grossa tem grandes chances de sediar esse aporte, previsto para entrar em operação até 2025.





















