Polícia Civil de PG pode paralisar atividades hoje | aRede
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Polícia Civil de PG pode paralisar atividades hoje

Um ato está programado para acontecer às 11h em frente à 13ª Subdivisão Policial. A categoria deve decidir se acatam a paralisação, que acontece em várias regiões do Paraná.

O ato acontece às 11h e pode ser decidida a paralisação da categoria.
O ato acontece às 11h e pode ser decidida a paralisação da categoria. -

Igor Rosa

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Um ato está programado para acontecer às 11h em frente à 13ª Subdivisão Policial. A categoria deve decidir se acatam a paralisação, que acontece em várias regiões do Paraná. 

A Polícia Civil de Ponta Grossa pode paralisar as atividades nesta terça-feira (19) como forma de protesto a deficiência do efetivo e a reposição inflacionária, que chegou incompleta à categoria. É o que afirma Elter Garcia, representante do SindiPol na cidade. Os profissionais da Segurança Pública devem se reunir às 11h em frente à 13ª Subdivisão Policial e decidir ou não pela paralisação, que já foi acatada em diversas regiões do Paraná. 

Segundo o sindicalista, a reivindicação é a reposição inflacionária acumulada desde 2015 para todos os servidores. "Os policiais civis não pediram aumento, eles pediram a reposição inflacionária, um valor que soma aproximadamente 34,72%. A maioria dos outros estados deram em média uma reposição de 20%, enquanto o Paraná deu 3%", disse Garcia. 

Ainda conforme o SindiPol, a reposição feita à categoria policial é de cerca de R$ 300. " Nós estamos querendo brigar por salário, mas a reorganização das funções dentro da Polícia. Estes R$ 1 mil anunciados são somente para policiais que estão iniciando na carreira da Segurança Pública. Tendo em vista que há algum tempo não temos concurso público, na prática, estes policias praticamente não existem. O aumento de R$ 1 mil chegou a 16 policiais no Paraná", afirmou o representante da entidade no município. "Nós não estamos querendo brigar por salário, mas a reorganização das funções dentro da Polícia. Caso aprovada, a paralisação terá duração de 24 horas", complementa Elter. 

Outra reivindicação dos policiais é a sobrecarga de serviço em decorrência da falta de efetivo. "Importante dizer que nas condições que vivemos hoje, com menos da metade do efetivo que deveria ter, estabelecido já em lei, com um número bem menor que o necessário para as atividades, nós já trabalhamos em regime de urgência atendendo a população. Os policiais se desgastando cada vez mais. Continuaremos focados na nossa missão, mas precisamos compartilhar este grave problema com a sociedade", finaliza o representante da categoria, em entrevista ao Grupo aRede. 

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