Novo protocolo reduzirá tempo de espera nas UPAs de PG
Planejamento da Prefeitura de Ponta Grossa pretende solucionar um dos problemas da Saúde da cidade, que é a demora nos atendimentos à população.

Planejamento da Prefeitura de Ponta Grossa pretende solucionar um dos problemas da Saúde da cidade, que é a demora nos atendimentos à população
Para reduzir o tempo de espera de pacientes nas unidades de pronto atendimento de Ponta Grossa, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) determinou uma nova medida dentro dessas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O objetivo, segundo o presidente Rodrigo Manjabosco, é agilizar o fluxo de atendimento e encaminhamento dos pacientes no processo de acolhimento, depois da triagem. Parte dos pacientes é direcionada a exames complementares (exames clínicos ou laboratoriais, como hemograma, e também de imagem, como radiografias), e outros para consultas ou procedimentos distintos, inclusive para observação médica.
A Fundação também determinou que seja intensificado o treinamento das equipes para que todos os atendimentos sejam feitos dentro do tempo estipulado para cada categoria (azul, verde e amarelo). A medida começou a ser implantada nesta quinta-feira (24), na UPA Santana e na UPA Santa Paula, e a estimativa da Fundação é de que os tempos de espera e atendimento sejam reduzidos já na próxima semana.
Vale lembrar que os atendimentos nas UPAs têm sido alvos de críticas de boa parte da população, nos últimos meses. Relatos de munícipes são direcionados por conta da demora nos serviços, inclusive com vereadores de Ponta Grossa também fazendo críticas à Prefeitura Municipal (PMPG). A Saúde da cidade é alvo de uma investigação no Poder Legislativo, através de uma Comissão Especial de Investigação (CEI), que analisa uma auditoria do Estado, a qual identificou irregularidades na UPA Santana e também no Pronto Socorro Municipal (PSM).
SindServ se reúne com a Fundação
Na última terça-feira (22), foi realizada uma reunião na FMS com a participação do dirigente sindical do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ponta Grossa (SindServ), Luiz Pleis, com a comissão de servidores do Hospital Amadeu Puppi e da UPA Santana e também com a diretora adjunta da FMS, Maristeli Komay. A principal pauta da reunião foi esclarecer as dúvidas dos servidores quanto ao futuro das atividades no PSM e quanto ao processo de terceirização dos serviços da UPA Santana.
Segundo a entidade, por meio de suas redes sociais, “em relação ao hospital, a gestão esclareceu haver uma necessidade, antiga, de reforma estrutural de setores considerados como fundamentais para o atendimento dos usuários, como o centro cirúrgico. A iniciativa de encerrar as atividades de alguns setores para reforma surgiu a partir de uma análise da vigilância sanitária que interditou, em 12 de março, o centro cirúrgico devido às condições precárias as quais ofereciam risco ao usuário e ao servidor”, explica.
Sobre essa situação específica, as lideranças do PSM comentaram que não há uma previsão de retorno das atividades no centro cirúrgico, “devido à complexidade que a obra de reforma pode apresentar”. Quanto à realocação dos servidores durante o período de reforma, o Poder Executivo teria afirmado ao SindServ que fará um “edital de remoção de vagas existentes em outros serviços do Município, que tem necessidade de pessoal”. Além disso, a entidade haveria questionado sobre descontos salarias. Nesse caso, a gestão da FMS confirmou “que não haverá perda salarial no que se refere ao adicional de 25% dos servidores”.
Por fim, sobre a terceirização da UPA Santana, os servidores questionaram o Poder Executivo como seria esse processo, bem como o tempo para que a empresa que assumisse o serviço iniciasse os trabalhos. “A gestão informou que o prazo médio para este processo pode ocorrer em torno de 90 dias, uma vez que a terceirização será na UPA Santa Paula, neste primeiro momento”, finaliza o SindServ.
Com informações: PMPG e SindServ.





















