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Alta inflação impacta no setor hoteleiro e gastronômico de PG

Empresas do setor de hotelaria e gastronomia de Ponta Grossa reduziram os seus lucros e elevaram preços aos clientes

Setor hoteleiro está entre os setores mais impactados pela pandemia e pela inflação
Setor hoteleiro está entre os setores mais impactados pela pandemia e pela inflação -

Da Redação

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Empresas do setor de hotelaria e gastronomia de Ponta Grossa reduziram os seus lucros e elevaram preços aos clientes

O Brasil teve, em 2021, a mais alta inflação dos últimos seis anos. Nos 12 meses, segundo o IBGE, a inflação oficial do país cresceu 10,06%, e isso refletiu diretamente no faturamento de empresas que atendem diretamente ao público, como os setores de hotéis e de bares e restaurantes. Altas nos preços dos combustíveis, gás, energia elétrica, alimentos, entre outros elevaram os custos operacionais, e nem sempre tudo isso foi repassado na íntegra aos clientes. O resultado é que empresas precisaram reduzir seus lucros e aumentar os preços aos consumidores.

No setor da hotelaria, por exemplo, o que mais deixou a conta cara foi o gás usado para aquecer a água do banho - segundo o IBGE, o aumento neste item essencial foi de 36,99% em 2021. Os alimentos também se destacaram, com o aumento acima de 10%. Com isso, muitas marcas precisaram se adaptar ou reforçar as suas boas práticas em Ponta Grossa. Entre os exemplos estão investimentos em energia solar, para pelo menos parte da demanda dos chuveiros e torneiras dos apartamentos.

Daniel Wagner, presidente do Sindicato Empresarial de Hotelaria e Gastronomia dos Campos Gerais, se mostra preocupado com os aumentos. “Entendemos que há reajuste dos valores dos insumos periodicamente, entretanto, as atuais variações são assustadoras, ainda mais em um período de pandemia onde o fluxo de clientes caiu, caixas ficaram no vermelho e empresários batalham para manter as contas em dia”, enfatiza.

Na gastronomia, os empresários seguraram os aumentos até onde puderam e aos poucos foram repassando aos clientes. “De modo geral, isso aumentou muito nosso custo sobre o produto, mas acabamos fazendo reajustes [cardápio] no decorrer do ano, então acho que como a maioria dos empresários, acabamos absorvendo durante um período antes do repasse”, comenta Alisson de Matos, sócio da Brigatta Pizzeria. Na empresa, eles optam por fazer reajustes de maneira trimestral, evitando assustar os clientes. E o foco está na economia em outras áreas: “Quanto à luz, entramos para uma companhia de energia elétrica, onde compramos a energia a um preço fixo. Quando entra em bandeira vermelha, não sofremos tanto com o aumento”, finaliza o empresário.

Combustíveis puxaram a alta nos valores em 2021

Entre os itens com maior impacto na inflação no acumulado do ano passado estão os combustíveis, que elevam os custos operacionais de forma geral. A gasolina, por exemplo, ficou 47,49% mais cara, enquanto que o etanol subiu 62,32% e o gás de botijão teve um aumento de 36,99%. A energia elétrica, por sua vez, ficou 21,21% mais cara, enquanto que os aluguéis encareceram 6,96%, e na habitação houve alta de 13,05%. O setor de alimentação e bebidas teve elevação de 7,94% nos preços, e os artigos de residência passaram por alta de 12,07%. As despesas pessoais também cresceram, em 4,73%

Com informações da assessoria de imprensa

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