PG registra a abertura de 8,6 mil empresas em 2021 | aRede
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PG registra a abertura de 8,6 mil empresas em 2021

Ao considerar que houve 3.037 extinções no ano, saldo foi de 5.651 novas empresas, totalizando 41.395 ativas na cidade

Município teve ano recorde em formalizações e o maior saldo de novas empresas em 12 meses
Município teve ano recorde em formalizações e o maior saldo de novas empresas em 12 meses -

Fernando Rogala

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Ao considerar que houve 3.037 extinções no ano, saldo foi de 5.651 novas empresas, totalizando 41.395 ativas na cidade

Ponta Grossa registrou, em 2021, o maior número de empresas abertas no período de um ano. No decorrer dos 12 meses, 8.688 empresas foram abertas, incluindo os MEIs, segundo os dados do ‘Governo Digital’, do Ministério da Economia. Por outro lado, houve 3.037 extinções, resultando em um saldo de 5.651 novas empresas na cidade. Com isso, Ponta Grossa agora passa a contar 41.395 empresas ativas.

O número de aberturas é o maior da história já registrado na cidade. O recorde anterior era de 2020, quando 7.324 formalizações foram registradas, o que significa que houve um aumento de 18,6% no número de formalizações na cidade no período de um ano. Em comparação mais ampla, com quatro anos antes (2017), o número de abertura de empresas, de 4.442, quase dobrou.

Se aumentou o número de aberturas, também cresceu o de fechamento de empresas. Em 2020, houve 2.079 empresas fechadas, valor que subiu para 3.037, em alta de 46%. Ainda assim, o saldo de novas empresas foi o maior da história em 2021, com 5.651 – em 2020, o total de empresas ativas subiu 5.245.

Entre todas as formalizações, a grande maioria, 75%, foram de MEIs, que totalizou 6.526 novas aberturas no ano passado – ou seja, em outras palavras, foram 544 novos MEIS, em média, por mês na cidade, ou mais de 18 formalizações por dia. 

Tonia Mansani, Presidente da Agência de Inovação e Desenvolvimento de Ponta Grossa, que também acumula o cargo de coordenadora de Fomento ao Empreendedorismo e Inovação, e de coordenadora da Sala do Empreendedor, explica que essa grande alta nas formalizações é um dos reflexos da pandemia. Para ela, entre essas formalizações, há um equilíbrio entre aqueles que estão empreendendo por necessidade e aqueles que estão empreendendo por oportunidade

Segundo ela, o MEI é muito fácil de ser aberto e fechado, sem burocracias e custos de uma empresa pequena. “Neste momento de pandemia, houve a extinção de postos de trabalho. Com isso, o MEI acabou crescendo. Houve pessoas que perderam o emprego e precisaram empreender para sobreviver. Então cresceu muito a prestação de serviços, especialmente com o trabalho remoto, que deu a oportunidade de novos negócios”, explica Tonia.

Além disso, ela relata que, além do setor da alimentação, o comércio foi um dos mais buscados pelos novos empreendedores. “Teve muito crescimento de comércio pela internet, pelas redes sociais, principalmente com vestuário”, recorda. 

Diante desse cenário, Tonia ressalta o papel da Agência de Inovação, com uma política de desenvolvimento que desenvolva ações para que esses MEIs permaneçam ativos e cresçam para microempresa, gerando mais vagas de emprego na cidade. “Estamos com muitos projetos, porque é o papel da Agência, pensar na política pública de desenvolvimento para o município, envolvendo as secretarias”, reforça.

Sala realiza 52,8 mil atendimentos em 2021

A Sala do Empreendedor de Ponta Grossa fechou 2021 com 52,8 mil atendimentos. No total, mais de 8 mil buscaram informações de crédito, e 573 propostas foram aceitas, a maioria pela Fomento Paraná, e outras pela Sociedade Garantidora de Crédito, totalizando a liberação de R$ 3,59 milhões aos empreendedores. Além disso, houve o auxílio para 3.679 declarações anuais, 984 aberturas e mais de 1,6 mil orientações para aberturas para fazer via Sala Digital. A Sala Digital, por sua vez, possui 40.357 usuários, e registrou, no decorrer do ano, 207 mil visualizações de páginas. 

Tonia chama a atenção que o número de atendimentos presenciais tem reduzido devido à metodologia implantada, de dar autonomia ao MEI. “Damos suporte ao cidadão, mas para que ele faça. Estamos trabalhando nestes últimos anos para a emancipação, para que tenha uma jornada autônoma, porque cada vez fica mais difícil ter tempo para vir até a sala, então capacitamos e criamos os tutoriais para que ele faça sozinho. Ao passar para o digital, ele perde menos tempo e pode trabalhar mais”, conclui Tonia.

Mais de 3,9 milhões de brasileiros abriram empresas

O empreendedorismo alcançou uma marca história no Brasil, em 2021. Segundo levantamento feito pelo Sebrae, com base em dados da Receita Federal e divulgado nesta quinta-feira (17), o ano passado registrou um recorde de novos pequenos. Foram mais de 3,9 milhões de empreendedores que se formalizaram em busca de obter uma fonte de renda ou para realizar o sonho de serem donos da própria empresa. Esse número representa um incremento de 19,8% em relação a 2020, quando foram criados 3,3 milhões de CNPJ; e de 53,9% em relação a 2018, quando foram formalizados 2,5 milhões de micro e pequenas empresas.

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