Comércio de PG projeta abrir 500 vagas temporárias
Perspectiva de novas contratações temporárias no comércio paranaense é a melhor desde 2013

Perspectiva de novas contratações temporárias no comércio paranaense é a melhor desde 2013
O comércio varejista tem, neste final do ano, as maiores perspectivas de contratações de colaboradores temporários dos últimos anos. Uma sondagem realizada pela Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio) aponta que 37,5% das empresas do setor pretendem contratar colaboradores para suprir a alta demanda de vendas, especialmente em dezembro – mês de maior movimentação e volume de vendas. O percentual indica que o Paraná deverá ter o maior nível de contratações de temporários dos últimos sete anos.
Projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aponta que o Paraná é o 4º estado com maior previsão de contratação em 2021, com 7,19 mil vagas. Para Ponta Grossa, diz José Loureiro, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Ponta Grossa e Região (Sindilojas), as perspectivas também são positivas, devendo gerar cerca de 500 vagas.
“Quando comparado com o ano passado, com certeza vai crescer o número de vagas temporárias. Pela reprimida nas vendas do comércio, deve superar 2019 em contratações. Ponta Grossa deve ficar com, pelo menos, 500 dessas vagas temporárias geradas”, informou Loureiro. Segundo ele, a quantidade de vagas ofertadas varia conforme o porte da empresa. “Praticamente todo mundo contrata. A pequena, contrata um. E quanto maiores, como as lojas de departamento, contratam mais”, completa. Na pesquisa estadual, para a maior parte dos empresários entrevistados, o número de vagas abertas para o fim do ano será entre 2 e 5 colaboradores temporários, em 40,9% dos estabelecimentos. Em 36,4% deles, haverá apenas uma contratação, enquanto que para 12,1%, mais de 10 vagas temporárias.
De acordo com a pesquisa, 9,7% ainda não tinha certeza se iria contratar ou não, ao passo que 52% atestaram que não haveriam contratações extras. O percentual de 37,5% é o maior desde 2013; antes disso, o maior foi em 2014, com 29,4%, enquanto que o menor valor dos últimos anos foi 2019, quando apenas 8,9% dos comerciantes pretendiam contratar temporários. A maior parte das vagas ofertadas serão para a função de vendedor, com 57,6%, seguidas por atendente geral (33,3%), caixa (21,1%) e estoquista (12,1%).
Postos já estão sendo ofertados
As contratações temporárias já começaram, informa Loureiro. Algumas empresas já estão ofertando postos, para iniciar o treinamento. Mas a maioria contrata a partir da segunda quinzena deste mês e cresce ainda mais em dezembro. Segundo Loureiro, que é secretário de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, um trabalho foi feito junto às lojas, para que essas empresas concentrem a oferta de vagas pela Agência do Trabalhador.





















