‘Saúde’ anuncia medidas para reduzir horas extras
A Secretaria Municipal de Saúde tomou medidas práticas para conter os gastos com horas extras na pasta.
Horas extras só estão autorizadas em serviços de
urgência nos setores da Saúde. Medida foi exigida pela Controladoria do Município.
A Secretaria Municipal de Saúde
tomou medidas práticas para conter os gastos com horas extras na pasta. A ordem
de serviço 04/2016 foi publicada na edição de ontem (31) do Diário Oficial e
atende uma determinação da Controladoria Geral do Município. Segundo a
assessoria de imprensa da Prefeitura, a Pasta comandada por Angela Pompeu gasta
com horas extras, em média, um valor que vai de R$ 950 mil a R$ 1,1 milhão.
A determinação da Controladoria
obedece as metas da Lei de Responsabilidade Fiscal e tem como objetivo final a
contenção de gastos com a folha de pagamento – Ponta Grossa está acima do
limite prudencial e já foi alertada pelo Tribunal de Contas a respeito da
situação. A ordem não proíbe horas extras, mas limita esse tipo de pagamento
para funcionários que trabalham em serviços 24 horas, urgência e emergência e
motoristas que transportam pacientes submetidos à hemodiálise.
Através da assessoria de imprensa,
Angela informou que o corte de horas extras não acarretará prejuízos aos
serviços oferecidos. A medida determinada pela Controladoria também irá se
estender a outras secretarias e fundações municipais – a ordem publicada em
Diário Oficial informa que os funcionários só serão autorizados a realizarem
hora extra com o aval e controle do superior imediato e o pagamento só será
feito através do registro do ponto biométrico.
A medida é tomada após a situação
financeira do município gerar preocupação durante a prestação de contas
realizadas pelo secretário Odaílton de Souza em fevereiro na Câmara Municipal.
Na ocasião, Odaílton expôs os dados reverentes ao último trimestre de 2015 que
demonstraram um déficit de mais de R$ 7 milhões nas contas públicas no período,
além do gasto com pessoal em níveis elevados.
‘Hospitalzinho’ será avaliado
A Secretaria de Saúde está licitando uma avaliação estrutural do Hospital da
Criança. A licitação tem como valor máximo R$ 14.430,00 e o objetivo é avaliar
a estabilidade da estrutura do prédio. Segundo o Diário Oficial do Município, o
objetivo do laudo é saber se a atual estrutura do Hospital oferece risco de
“desabamento”, principalmente os setores que abrigam a farmácia, laboratório,
nutrição e a cozinha e o lactário. Também através da assessoria de imprensa,
Angela informou que a atual situação do Hospital da Criança só será conhecida
após o laudo e argumentou que o processo de avaliação do local foi terceirizado
porque o documento deve ser confeccionado por um engenheiro perito sem vínculo
com a Prefeitura. Ainda de acordo com a secretária, esse cargo nem mesmo existe
dentre os servidores municipais.