PG arrecada R$ 50 milhões em impostos no 1º bimestre | aRede
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PG arrecada R$ 50 milhões em impostos no 1º bimestre

A Prefeitura de Ponta Grossa obteve, neste primeiro bimestre, a arrecadação de R$ 50 milhões em impostos próprios.

Praça de Atendimento da Prefeitura lotou em janeiro devido ao IPTU
Praça de Atendimento da Prefeitura lotou em janeiro devido ao IPTU -

Antecipação do pagamento de IPVA e IPTU para janeiro elevaram o valor arrecadado neste início de ano.

A Prefeitura de Ponta Grossa obteve, neste primeiro bimestre, a arrecadação de R$ 50 milhões em impostos próprios. O valor corresponde a quase o triplo do arrecadado no mesmo período em 2015, quanto a receita tributária total atingiu a marca de R$ 17,76 milhões. A comparação direta entre esses períodos, no entanto, não é possível, já que a antecipação do pagamento de dois impostos para janeiro (IPTU e IPVA) alterou a base de arrecadação para o bimestre. Os números foram divulgados nesta quarta-feira, através do Demonstrativo da Receita Corrente Líquida no Diário Oficial do Município.

Esse grande crescimento no valor arrecadado em receitas tributárias se deve, em especial, à antecipação na cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano, o IPTU. Com a primeira parcela ou quota única vencendo em janeiro, o valor obtido por esse imposto foi de R$ 24,24 milhões (quase a metade do total arrecadado). No primeiro bimestre do ano passado esse imposto gerou R$ 582 mil ao município. Comparando, no entanto, com os meses equivalentes, de março (quando venceu a primeira parcela) e abril, cuja geração foi de R$ 24,18 milhões, houve um leve crescimento de 0,24%.

“Como previmos, menos contribuintes pagaram à vista e mais parcelado, agora em 12 vezes. Mas o que foi recolhido neste período está dentro da estimativa”, analisa Odailton Souza, Secretário de Gestão Financeira. Esse imposto deve gerar entre R$ 40 e R$ 45 milhões aos cofres da Prefeitura.

O quesito ‘outras receitas tributárias’ também teve grande elevação. O valor obtido cresceu 411%, ao passar de R$ 2,72 milhões para R$ 13,92 milhões. É nele que está o IPVA. “Estamos acima da margem da média histórica de janeiro e fevereiro por conta disso. O que foi arrecadado com esses dois tributos ficou dentro da previsão”, completa Souza.

Houve uma leve queda na geração de Impostos Sobre Serviços (ISS), de R$ 9,8 para R$ 9,4 milhões (4,7%), e também no Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI, que reflete o mercado imobiliário), de R$ 2,37 milhões para R$ 2,30 milhões, em baixa de 2,8%. Pela recessão econômica, a leve baixa é tratada como ‘dentro da normalidade’ pelo Secretário. O IRRF também caiu, de R$ 2,7 milhões para R$ 93 mil. “Houve queda de repasse Federal”, esclarece Souza.


Valor é considerado satisfatório
Apesar da impossibilidade da comparação direta entre esses dois mesmos meses com 2015, o secretário Odailton Souza define como positivos os números até aqui obtidos. “No geral, esses números foram bons. Não teve alguma queda notável. Se forem mantidos, devemos ter cumprido o orçamento bem”, analisa. A projeção de arrecadação para este ano é de aproximadamente R$ 180 milhões.

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