Audiência discutirá a prorrogação de contratos
O deputado estadual Marcio Pauliki (PDT) quer trazer para Ponta Grossa o debate sobre as concessões de pedágio no Estado.
Pauliki quer realizar em PG a audiência da
Frente Parlamentar que discute renovação das concessões
O deputado estadual Marcio Pauliki
(PDT) quer trazer para Ponta Grossa o debate sobre as concessões de pedágio no
Estado. A expectativa do parlamentar é realizar no final de abril a primeira
audiência pública da ‘Frente Parlamentar Contra a Renovação do Pedágio’. O
grupo deverá se oficializado no começo da próxima semana na Assembleia
Legislativa do Paraná (Alep) e deverá acompanhar o andamento das obras
previstas nos atuais contratos de concessão com as empresas de pedágio.
Marcio garantiu que fará parte da
Frente e afirmou que está tentando viabilizar que a primeira audiência do grupo
aconteça em Ponta Grossa. “O ideal é que a reunião ocorra na Câmara numa
segunda ou terça-feira, com a participação de autoridades e também da empresa
CCR RodoNorte”, comentou o parlamentar. A Frente será composta por 20 deputados
estaduais e deverá realizar audiências públicas em várias cidades do Paraná.
A preocupação primordial do grupo
é fazer com que a discussão sobre a renovação contratual com as concessionárias
não aconteça antes do debate sobre as obras. “Antes de falar sobre qualquer
possibilidade de renovar a concessão ou não, precisamos analisar a situação das
obras que estão previstas nos contratos. Isso é fundamental e primordial para o
debate posterior”, lembrou Pauliki.
Entre as preocupações imediatas do
parlamentar estão a construção de obras de melhorias no trânsito na avenida
Souza Naves, trecho urbano da BR-373, e também a construção de uma trincheira
na cidade de Jaguariaíva. “Queremos discutir um cronograma de obras
emergenciais nos trechos que foram concedidos à RodoNorte e, caso necessário,
debater adequações no contrato para que a concessionária realize a obra”, disse
Marcio.
Obra não pode ser
“condição”
No entendimento de Pauliki, a possível construção do Arco Norte em Ponta Grossa
não pode estar condicionada ao debate sobre a renovação das concessões. “Nós
não podemos falar do Arco Norte como se a construção dessa obra levasse a
renovação”, disse Pauliki. O projeto orçado em cerca de R$ 500 milhões foi
amplamente discutido e chegou ter o trajeto traçado. No entanto, a iniciativa
foi uma das várias demandas que acabou parada após a crise política – a CCR
cogitou assumir a construção do Arco, diante de um aditivo no atual contrato de
concessão.