PG prevê 2 mil novas casas na terceira fase do ‘MCMV’
Foi lançado oficialmente, nesta quarta-feira, a terceira fase do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV3). Através dele, o Governo Federal projeta a contratação de mais dois milhões de unidades em todo o país até 2018, as quais receberão um investimento to
Meta da Prolar de contratação entre 1,5 a 2 mil unidades em 2016
deve ser reduzida devido ao novo sistema.
Foi lançado oficialmente, nesta
quarta-feira, a terceira fase do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV3).
Através dele, o Governo Federal projeta a contratação de mais dois milhões de
unidades em todo o país até 2018, as quais receberão um investimento total de
cerca de R$ 210,6 bilhões. Através da Companhia de Habitação de Ponta Grossa
(Prolar), a previsão inicial era da contratação de até duas mil unidades
somente neste ano de 2016. Mas em função de uma alteração nas regras, esse
número deve ser reduzido.
Tal alteração se refere ao novo
sistema de Cadastro Nacional. Todos os dados dos municípios serão migrados para
este portal. As informações dos candidatos também serão encaminhadas à Caixa
via Conectividade Social. “A meta de contratação para esse ano era de, pelo
menos, 1,5 mil a 2 mil unidades. Mas com o novo cadastro, através do
Conectividade, vai ser analisado o déficit de demanda com a capacidade de
contratação. Com isso a meta deve reduzir”, informa Dino Schrutt, presidente da
Prolar. Segundo ele, nos próximos dias será possível descobrir quantas unidades
deverão ser contratadas neste ano pelo município. “Nossa expectativa era
grande, já que a população carece, mas devemos agora esperar a Caixa nos
posicionar”, completa. Segundo ele, a fila da Prolar hoje tem 15 mil famílias.
Além de destacar as alterações dos
limites de faixa de renda, com a inclusão da ‘Faixa 1,5’ (ampliando os
subsídios para famílias que ganham até R$ 2.350,00, cuja contratação também
será feita pelo Sistema Nacional de Cadastro Habitacional), uma das principais
diferenças apontadas por Schrutt é a elevação no valor das parcelas aos
contribuintes. “O valor das parcelas agora passa a ser 10% da renda bruta
mensal, o que é algo que vamos publicar uma adaptação para nossos critérios. Antes,
esse valor era de 5%”, completa.
O programa já beneficiou mais de
10 milhões de pessoas, com a entrega de 2,6 milhões de moradias em todo o país.
No Paraná foram entregues 240.724 unidades, beneficiando 962 mil pessoas.
Somente do ‘Faixa 1’, mais de 6,2 mil residências já foram entregues em Ponta
Grossa, beneficiando quase 25 mil pessoas no município.
Teto é elevado e subsídios
sobem para as Faixas 2 e 3
Para permitir que ainda mais famílias acessem o programa, as demais Faixas
também tiveram seus limites de renda ampliados. O teto da Faixa 1 passou de R$
1.600 para 1.800; a Faixa 2 vai de R$ 3.275 para R$ 3.600; e a Faixa 3 admitirá
famílias com renda de até R$ 6.500, valor que antes era de R$ 5.000. Na Faixa
1, os valores dos imóveis financiados passam de até R$ 76 mil para até R$ 96
mil, e nas Faixas 2 e 3 o teto passa de R$ 190 mil para R$ 225 mil. A nova
Faixa (1,5) terá subsídios de até R$ 45 mil, para imóveis até R$ 135.000,00, de
acordo com a localidade e a renda, além de financiamento com juros anuais de
apenas 5%. O subsídio da Faixa 2 será de até R$ 27,5 mil, de acordo com a renda
e localidade, com juros de 5,5% a 7% ao ano.