Crise em Brasília barra projeto do Arco Norte | aRede
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Crise em Brasília barra projeto do Arco Norte

Apontado como principal solução para o gargalo viário de Ponta Grossa, o projeto do Arco Norte foi mais uma das ‘vítimas’ da crise política instalada no Brasil.

Souza Naves representa um dos principais problemas da malha viária
Souza Naves representa um dos principais problemas da malha viária -

Obra era apontada como solução para o sistema viário da região. Estudo já apresentava um traçado para a obra

Apontado como principal solução para o gargalo viário de Ponta Grossa, o projeto do Arco Norte foi mais uma das ‘vítimas’ da crise política instalada no Brasil. Discutido amplamente com representantes políticos, empresários e órgãos da sociedade civil organizada, o Arco Norte não saiu do papel e os debates sobre o projeto acabaram engavetados. A realização da obra seria o caminho para solucionar o problema viário e impulsionar o crescimento da região.

Considerada como um dos maiores entroncamentos rodoferroviários do sul do país, Ponta Grossa sofre atualmente com o ônus da condição geográfica privilegiada – avenidas se tornaram trechos urbanos de rodovias movimentadas e os índices de acidente cresceram significativamente. O principal exemplo desse problema causado pelo excesso de tráfego é a situação da Avenida Souza Naves. O local é cercado por várias vilas e bairros, ao mesmo tempo em que o trânsito pesado corta a rodovia em direção a outros destinos.

Em abril de 2015, uma comitiva com representantes dos Campos Gerais viajou até Brasília para pressionar o Governo Federal. Em reunião com o ministro do Transporte, Antonio Carlos Gomes, o grupo debateu a inclusão da obra no terceiro lote do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC). Na época, as lideranças lembraram que com o valor de R$ 500 mil a obra só seria possível com a inclusão no PAC ou com a renovação contratual com a concessionária de pedágios.

Quase um ano após essa reunião, o projeto do Arco Norte segue no papel. Segundo os representantes políticos da região em Brasília, a lentidão no debate sobre o tema é um dos resultados da crise política. “Esse e outros projetos foram esquecidos da agenda desde que o país foi tomado por essa guerra política. É um projeto importante para toda a região, até mesmo para o Paraná, mas está totalmente parado”, argumentou o deputado federal, Aliel Machado.

A concessionária de pedágios, CCR RodoNorte, informou através de nota oficial que “colaborou com o projeto a partir da realização e divulgação de um estudo técnico que demonstrou a necessidade” da obra. Também em nota, a empresa ressaltou que mesmo que a obra não faça parte do contrato de concessão, a RodoNorte se dispôs a discutir com a comunidade a importância do projeto.


‘Frente’ discutirá concessão de pedágios no Paraná
A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) deverá criar nas próximas semanas a ‘Frente pela não renovação das concessões’. O deputado estadual Marcio Pauliki (PDT) já confirmou que fará parte do grupo. Segundo o deputado, antes de debater a possível construção do Arco Norte, é importante saber das construções previstas nos contratos vigentes. “Antes de falar sobre renovação, queremos saber o que foi cumprido pelas concessionárias”, contou Pauliki.
A expectativa do parlamentar é que a primeira audiência pública da Frente Parlamentar seja marcada para abril e realizada em Ponta Grossa. “Quero levar esse debate para a cidade e vamos acabar falando do Arco Norte”, lembrou o deputado. Marcio argumentou que em um primeiro momento o importante é debater amplamente a renovação das concessões com a população.


Estado e CCR planejaram trajeto da obra
Um estudo realizado pela CCR e outro encomendado pelo governador Beto Richa, em agosto de 2015, chegaram a traçar um traçado específico para a obra. Em nota oficial, a empresa ressaltou que a obra desafogaria o trânsito dos trechos urbanos das BRs 376 e 373. “Como concessionária das rodovias na região, é natural que a empresa identifique demandas de investimentos importantes para o contínuo desenvolvimento dos municípios onde a empresa atua”, informa a nota enviada pela empresa. Uma das propostas era estender a concessão com a CCR para que a empresa realizasse a obra.

Financiamento da construção não é consenso
O projeto do Arco Norte é uma das poucos que unem os representantes da região. No entanto, a maneira de financiamento da obra não é consenso entre as lideranças. Com a crise política e financeira do Governo Federal, a concessionária CCR RodoNorte chegou a cogitar assumir a construção da obra caso o contrato com a empresa fosse renovado. No entanto, Aliel Machado defende que o projeto seja custeado com verbas públicas, evitando a renovação dos contratos de concessão das estradas.

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