Superlotada, escola em PG funciona em três turnos

Durante todo o primeiro semestre deste ano, alunos, professores e funcionários da Escola Municipal Aldo Bonde, em Uvaranas, estão tendo que estreitar ainda mais os laços de amizade com o relógio. Com 1,3 mil estudantes regularmente matriculados, a saída encontrada pela Secretaria de Educação de Ponta Grossa para atender a demanda foi organizar os horários em três turnos. O primeiro deles vai das 7h30 às 10h30. Já o segundo, das 10h45 até 13h45. Por fim, outro grupo das 14h até às 17 horas. Cada turno com 11 turmas. Os alunos são atendidos por 90 profissionais. Com essa logística, cada grupo fica com uma hora a menos de aula por dia.
Procurada, a Prefeitura, por meio da sua assessoria de Imprensa, informou que esse sistema foi uma ação rápida para garantir que todas as novas crianças moradoras dos recém-inaugurados conjuntos habitacionais dá região começassem 2016 na escola, sem exceção. “Ele foi necessário devido ao grande incremento nesta demanda, surgido com os novos conjuntos habitacionais Costa Rica I, II e III. Para estes locais, existe um projeto de uma nova escola que deveria ter sido entregue pela Caixa Econômica Federal juntamente com as casas do Conjunto Habitacional, mas isso não ocorreu”, explica o e-mail com informações enviadas na tarde de ontem à equipe de reportagem do Jornal da Manhã.
No mesmo material, a assessoria explica que até o segundo semestre a situação será resolvida com a construção de dez novas salas de aula. “Este projeto de ampliação já existia, com o objetivo de transformar a unidade em Escola de Tempo Integral. Futuramente, quando uma nova escola for construída na região, a Aldo Bonde poderá então ser utilizada conforme seu projeto original”.
Caixa se manifestou em nota
Em contato com a Caixa Econômica Federal, através de sua assessoria, fomos informados de que em relação à aprovação e viabilização da proposta de construção dos Residenciais Costa Rica I, II e III, houve, em 2012, compromisso do poder público municipal para ampliação e novas implantações de serviços públicos de saúde, educação e assistência social. “Até o fim do ano passado, a Prefeitura reafirmou que faria os equipamentos públicos. Contudo, em outubro, o município solicitou suplementação de 6% do valor da obra para edificações desses equipamentos públicos. Por falta de apresentação de documentação técnica para análise do projeto e escassez de recursos, não foi disponibilizada a suplementação. Em março do ano passado, em reunião com construtora, município e demais áreas envolvidas, foi repassado pelo representante da prefeitura que a escola existente no entorno fora ampliada e atendia parcialmente as famílias, que o Posto de Saúde ‘Lagoa’ atendia parcialmente e que estava em projeto o CMEI e a Escola Municipal na área institucional”, afirma a nota.
Explicações
A Secretaria de Educação de Ponta Grossa informou ainda que realizou reuniões com os pais e responsáveis pelos estudantes para explicar a necessidade da reorganização. Cerca de 700 participaram do encontro mais recente. Na ocasião também foi explicado que as reposições das





















