Sindicato quer reajuste salarial de 12% para os servidores municipais

O Sindicato dos Servidores Municipais (SindServ) deu início na tarde desta quarta-feira (23) a assembleia geral para discutir os termos da data-base de 2016. A assembleia continua aberta até o final do dia de hoje (24) para que a maior parte possível dos servidores da Prefeitura sejam ouvidos e tenham ciência sobre a proposta. A Prefeitura ofereceu apenas o reajuste salarial da inflação, dividindo o pagamento em dois meses diferentes, enquanto o Sindicato reivindica uma reposição de 12% com ganho real.
Segundo o presidente do SindServ, Leovanir Martins, a proposta da Prefeitura é pagar o reajuste inflacionários em dois momentos distintos. O primeiro pagamento seria concedido em maio com a inflação referente à maio de 2015 até dezembro do mesmo ano. Em um segundo momento, o Poder Executivo concederia o valor referente à inflação no período de janeiro, fevereiro, março e abril de 2016 – o pagamento dessa segunda parcela da inflação aconteceria já em maio.
O sindicalista foi categórico ao lembrar que essa proposta está aquém do sugerido pelo Sindicato – o órgão pede 12% de reajuste salarial aos servidores. “Nós já fizemos uma apresentação da conjuntura política e econômica aos servidores e quem decidirá será a categoria”, explicou Leovanir.
A resposta da categoria à proposta feita pelo Executivo será apresentada na segunda-feira (28) pelo SindServ. “Vamos ouvir os servidores e levar o posicionamento oficial ao prefeito Marcelo Rangel”, contou Leovanir. A situação financeira da Prefeitura também será levada em conta na discussão sobre a data-base.
Prefeitura está acima do limite prudencial
O aumento do funcionalismo público vai impactar diretamente nos gastos do Executivo com a folha de pagamento. Atualmente a Prefeitura já está acima do limite prudencial que prevê um gasto de até 54% do orçamento com o pagamento de pessoal – o Tribunal de Contas do Estado (TCE) já emitiu uma nota alertando a Gestão Municipal sobre os gastos em excesso. Segundo o secretário de Gestão Financeira, Odaílton de Souza, o Poder Executivo iria adotar medidas para conter as despesas.





















