Ponta Grossa ganha área de reserva natural

Uma área particular de 357,5 hectares, localizada no entorno do Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, foi transformada em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Isso garante que o local permanecerá protegido para sempre, mantendo o direito de propriedade.
A RPPN Meia Lua, como passa a ser chamada, foi adotada pelo Programa Desmatamento Evitado, desenvolvido pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), que identifica e cadastra proprietários de áreas naturais e faz a ponte entre eles e empresas interessadas em “adotar” as áreas financeiramente, a fim de conservá-las.
A criação da reserva representa uma conquista para a conservação da natureza no Paraná, já que o local faz parte da bacia do Rio Tibagi e concentra um importante remanescente da Floresta com Araucária, rico bioma da Mata Atlântica e característico do estado. A continuidade da conservação da área é positiva por proteger a biodiversidade de um bioma muito ameaçado. Para Fabiano Rocha, proprietário, a criação da RPPN representa o reconhecimento do histórico de conservação da área e a garantia de sua proteção. “Esperamos que a reserva se desenvolva ainda mais como centro de pesquisa e educação, disseminando conhecimento e a importância da preservação ambiental”, declara.
O Paraná possui outras 244 RPPNs nos âmbitos federal, estadual e municipal, somando quase 53 mil hectares. Criar uma RPPN é uma forma de garantir que a área permanecerá protegida, mantendo o direito de propriedade. O proprietário se torna isento do pagamento do Imposto Territorial Rural.
Programa teve início ainda no ano de 2003
Iniciado em 2003, o Programa Desmatamento Evitado identifica áreas privadas em bom estado de conservação e aproxima seus proprietários de empreendedores interessados em apoiar a proteção destas áreas. Por se tratar de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), a iniciativa fomentou a criação da Lei de PSA do governo do Paraná. Até hoje, a SPVS obteve 35 processos de adoção, que tem a duração de cinco anos, fazendo a proteção de cinco mil hectares.





















