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Saldo de empregos reage após três meses de retração

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Após ter nove resultados negativos nos últimos onze meses na geração de emprego, Ponta Grossa voltou a ter um saldo positivo no mercado de trabalho. Números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), revelados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta terça-feira, mostram que a diferença entre os 3.160 contratados e 3.095 demitidos resultou em 65 novas pessoas inseridas no mercado com carteira assinada. Somente entre os meses de novembro a janeiro o município perdeu 1,5 mil vagas.

Ao analisar Ponta Grossa em relação às outras principais cidades do Paraná, com mais de 200 mil habitantes, a Princesa dos Campos teve o melhor desempenho. A segunda melhor colocada foi Foz do Iguaçu, que gerou 44 vagas, seguida por Maringá, com o saldo de 8 positivos. Cascavel perdeu 255 vagas. “Isso só demonstra que tudo o que vem sendo dito há meses, de que Ponta Grossa rema contra a crise, é realidade. Curitiba perdeu três mil vagas; Cascavel fechou o mês negativo; Londrina com 195 negativos, mas Ponta Grossa conseguiu obter esse saldo positivo no maior ápice da crise politica e econômica do Brasil, que é a abertura do impeachment da Dilma, que vem congelando, em grande parte, a economia do país”, destaca Rudolf Christensen. No Paraná, fevereiro teve a extinção de duas mil vagas.

Entre as 60 cidades analisadas em tabela disponibilizada pelo Ministério (as com maior número de habitantes), pouco mais da metade, 35, fecharam o mês de fevereiro com saldo positivo. Todos os municípios dos Campos Gerais incluídos nesta lista do MTE fecharam o mês no azul. Destaque para Telêmaco Borba, onde há contratações do Projeto Puma, que gerou 109 vagas, seguida por Irati e Jaguariaíva (48), Palmeira (37), Prudentópolis (35) e Castro (11). Somados, esses sete municípios tiveram um saldo positivo de 353 contratações.

Em fevereiro, o setor que mais gerou vagas em Ponta Grossa foi a administração pública, responsável por 155 postos de trabalho. Na sequência aparecem o setor de serviços (105 positivos) e a indústria (36). Negativos apenas o comércio (-235), construção civil (-31) e extrativa mineral (-2). “Nossos projetos, como o mutirão do emprego, que abrange o setor de serviços, fizeram a diferença, gerando 105 vagas. Esse estreitamento com a agência gerou mais vagas. Por outro lado, a Indústria destinada a exportação, com o alto preço do dólar, está contratando”, diz.


Saldo deve crescer na cidade
No acumulado do ano, Ponta Grossa tem o saldo negativo (-191) e o principal vilão é o comércio, que demitiu 404 pessoas neste ano. Entre janeiro e fevereiro os setores que mais geraram oportunidades foram a administração pública (+130) e a construção civil (+89). Para os próximos meses a tendência é de alta. “Estamos diariamente em contato com indústrias. E a Mars Brasil deve contratar em breve”, completa Christensen, lembrando que essas vagas nas indústrias refletem na geração de novas oportunidades no setor de serviços e comércio.


Queda histórica
No Brasil, o agravamento da crise fez fevereiro registrar a maior queda do emprego formal em 25 anos. Somente no mês passado, o país fechou 104.582 postos de trabalho O número é o maior para fevereiro desde 1992, quando começou a pesquisa. Apenas nos últimos 12 meses, o país eliminou 1.706.985 postos de trabalho, o que equivale à diminuição de 4,14% no contingente de empregados no país.

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