Sintespo inicia campanha por concurso público na UEPG
A campanha pressiona o governo estadual para a realização de novos concursãos para contratação de novos servidores

A campanha pressiona o governo estadual para a realização de novos concursãos para contratação de novos servidores
O Sintespo está lançando hoje (13) uma campanha para pressionar Reitoria, Superintendência de Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e o governo do Estado para que realizem de forma urgente contratação na modalidade de concurso público para cargos efetivos.
Além do outdoor afixado na sede do sindicato, nos próximos dias as mídias sociais do Sintespo vão apresentar números que mostram como a falta de concurso para efetivos prejudica a universidade de maneira geral. Outra medida será a entrega de ofícios direcionados ao reitor, coordenador da SETI e ao governador Ratinho Júnior.
A falta de servidores dos quadros técnico e docente na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) está prejudicando a qualidade de ensino, penalizando com excessiva carga de trabalho os servidores, atrapalhando o andamento de projetos de extensão e sufocando a pesquisa.
Os últimos concursos para as carreiras técnicas aconteceram há 10 anos e para professores há registros de que não houve mais contratações por concurso público para cargos efetivos desde 2017. Dados compilados pelo Periódico UEPG – Redação de Mídia Integrada, projeto do curso de Jornalismo, mostram que em setembro de 2019 a UEPG possuía 2.091 servidores, sendo 1.342 concursados (efetivos) e 749 de Contratação em Regime Especial (CRES), isto é, funcionários temporários. Do total, 1.134 servidores administrativos e 957 docentes.
“O alto número de servidores temporários é muito prejudicial. O ideal é que a contratação no regime CRES fosse realizada apenas para cobrir licenças e férias. Atualmente, todas as vagas abertas por aposentadoria de professores são preenchidas por temporários e não há perspectiva de que isso mude no curto prazo. No caso dos técnicos a situação é ainda pior. Recentemente o governo extinguiu diversas carreiras e a prática da terceirização está cada dia mais intensa”, aponta o presidente do SINTESPO, Plauto Coelho.
A nova campanha também busca pressionar o governador Ratinho Junior para realização de concursos públicos. Segundo Coelho, a UEPG passou do ponto de urgência na necessidade de mais servidores. “Está em discussão no âmbito do governo o projeto da Lei Geral das Universidade (LGU). A proposta tem vários pontos polêmicos e foi rejeitada por boa parte da comunidade acadêmica. Em nossa visão, não é mais possível esperar que o governo resolva suas pendências internas para, somente depois de aprovada a LGU, realizar concursos públicos para efetivos. A questão passou do ponto da urgência e quem padece são os servidores com aumento da carga de trabalho, precarizando dessa forma o ensino, a pesquisa e a extensão”, afirma Plauto Coelho.





















