Miguel Sanches Neto lança romance em Paris

Traduzido para o francês, o romance “A máquina de madeira” (que leva a assinatura da Companhia das Letras, 2012) vai ser lançado no Salão do Livro de Paris. O autor, Miguel Sanches Neto, autografa “La machine de bois” (Lux, 2015), no estande do Brasil, no próximo dia 20. A atividade terá início às 16 horas.
O romance retoma um personagem real da história brasileira, o paraibano padre Francisco Azevedo, que inventou a primeira máquina de escrever industrializável em 1859, sem conseguir produzi-la.
Ficcionalizando a vida do inventor e o Brasil da época, Miguel Sanches Neto constrói um retrato corrosivo do Brasil de então, matriz do país de agora, vocacionado à exploração de suas riquezas naturais, o que o leva a relegar a um segundo plano os valores inventivos e intelectuais.
“Não quis fazer uma biografia do padre Azevedo nem um estudo histórico do país, mas uma narrativa que pudesse servir como metáfora da vida criativa nos trópicos”, comenta o autor.
Sobre o livro, quando de seu lançamento, disse o crítico João Cezar de Castro Rocha (professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro), em O Estado de S. Paulo: “O romance de Miguel Sanches Neto desenvolve com êxito um registro que não é dominante em sua obra. Ora, tanto nos contos quanto em seus romances mais conhecidos, o autor aprimora um exercício memorialístico de grande interesse, equilibrando o traço autobiográfico da prosa do escritor com a vocação ensaística do crítico e professor de literatura”. Já a revista Veja recomendou o livro, afirmando: “O autor tem uma provada segurança na reconstituição do passado histórico”.
A obra é indicada no vestibular da UEL
A “Máquina de Madeira” é uma das obras indicadas para o vestibular 2016 da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Ainda em Paris, dentro do evento Printemps Littéraire Brésilien, no dia 23 de março, Miguel Sanches participa, às 19h, na Maison de l’Amérique Latine, de um debate intitulado “Histoire et histoires”. A moderação será de Izabella Borges, Leonardo Tonus et Mateus Tim da Université Paris-Sorbonne.





















