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Movimentos vão às ruas de PG pedir mudança na política

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Reaquecidas pelos últimos acontecimentos da política em âmbito nacional, as manifestações contra corrupção voltam às ruas de Ponta Grossa no próximo domingo (13). Os organizadores do protesto garantem um ato pacífico e argumentam que a manifestação acontecerá em prol de uma “moralização da política” em todas as esferas e também uma resposta “ao conclame do juiz Sérgio Moro”, responsável pelas ações da Operação Lava Jato.

Edilson Gorte do movimento “Vem pra rua” e Marcos Fernandes do grupo “Brasil Livre – Ponta Grossa” são dois dos responsáveis pelo ato previsto para o próximo domingo. Os organizadores garantem o apartidarismo do movimento e também o caráter pacífico do ato previsto para o dia 13. “Nosso movimento une pessoas em prol da melhora na vida política do Brasil, de idosos a crianças, adultos e adolescentes, todos participarão do protesto”, contou Gorte.

Segundo os organizadores a participação popular no movimento é livre, no entanto eles não esperam a presença de grupos ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT) e centrais sindicais, como a CUT. Gorte e Fernandes também explicam que o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) não está na pauta do protesto, mas caso populares levem cartazes ou façam falas pedindo a saída de Dilma, as manifestações não serão impedidas. “As vezes não adianta trocar o cenário se os personagens são os mesmos”, argumenta Marcos Fernandes.

Marcos é militar por formação e o protesto do próximo dia 13 é o primeiro em que Fernandes se envolve. “Eu nunca me envolvi em política, mas com tudo que tem acontecido e com a coragem do juiz Sérgio Moro, eu me senti conclamado a sair de casa e fazer algo”, disse o militar aposentado. Segundo o organizado, a Polícia Militar está empenhada em garantir a segurança dos envolvidos na manifestação.

Já para Gorte, que também é presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema) e vice-presidente da Sociedade Rural dos Campos Gerais, a corrupção é algo crônico na sociedade brasileira. “O exemplo tem que começar por nós na hora de roubar fila, sinal de TV, oferecer propina e por aí vai. O Brasil é tão rico que mesmo com essa corrupção desde muito cedo, ninguém nunca conseguiu acabar com o país”, pontuou Edilson.


Protesto terá união e palavra aberta aos manifestantes
Previsto para o domingo (13), o manifesto terá “palavra aberta” aos manifestantes e um carro de som. O grupo irá se reunir a partir das 15h na Praça Barão de Guaraúna, conhecida como Praça dos Polacos, e depois descerá em caminhada pela avenida Vicente Machado em direção ao Terminal Central. Os organizadores informam que o microfone estará aberto a manifestações populares e também planejam apresentações musicais e danças. A ACIPG também demonstrou apoio ao protesto.

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