Makita concede 'licença remunerada' em fábrica

Cerca de 200 trabalhadores da multinacional Makita, indústria de ferramentas elétricas instalada no Município de Ponta Grossa, estarão em licença remunerada a partir do mês de maio. A proposta foi estudada junto ao Sindicato dos Metalúrgicos de Ponta Grossa e levada a votação aos trabalhadores, na própria empresa, na tarde de sexta-feira. A votação foi secreta e os trabalhadores compactuaram com a empresa, diante da garantia dela de manter os empregos. Agora, a partir de maio, parte dos funcionários trabalhará de segunda a quinta, deixando de trabalhar por dez sextas-feiras.
Mauro Cesar Carvalho, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, destaca que toda forma de preservar o emprego é válida neste momento de crise, mesmo que de forma precária. “Este acordo prevê três meses de estabilidade aos trabalhadores. Mas, na prática, serão cinco meses de manutenção do emprego. Porque serão três a partir de maio, já que o acordo finaliza em julho, mas temos mais este mês de março e abril”, explica o líder sindical.
A empresa optou por esse modelo de Licença Remunerada ao afirmar que, com a retração econômica, que refletiu uma baixa nas vendas, fez com que aumentasse o estoque de ferramentas na fábrica. Assim, a intenção é reduzir a produção, porém, sem demitir. “A expectativa é que não haja demissão entre os outros quase 200 que não participarão dessa licença remunerada. Alguns vão ter férias, então a expectativa é que se tenha cinco meses de estabilidade provisória, e, depois disso, a perspectiva é de retomada”, declara. Ele destaca, ainda, a importância de se manter empregos, já que com mais pessoas trabalhando, mantém o poder de compra preservado.
O modelo adotado pela empresa, de voto secreto, foi bastante positivo. “Na minha opinião, é a melhor forma que tem, o preservar o aspecto democrático. O trabalhador expressa sua vontade não por pressão, diferente de assinar uma lista se concorda ou não”, conclui.
Insol segue sem produção na cidade
A Insol, empresa que atua no ramo moageiro, segue sem produção no município. Em reunião realizada no mês de fevereiro entre os gestores da empresa e o sindicato representativo dos trabalhadores, a afirmação era de que a empresa retomaria as atividades no início de março. No entanto, isso não ocorreu – apenas outra reunião entre a empresa e o sindicato representativo.





















