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Academia de PG fecha e cria revolta entre clientes

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André Packer

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O fechamento da Academia Espaço do Corpo, localizada dentro do Shopping Palladium em Ponta Grossa, gerou revolta entre os clientes. A página do Facebook soma inúmeras reclamações de clientes que relatam que a academia fechou sem avisos, além de pessoas que afirmam que pagaram um plano, mas não puderam usufruir por causa do fechamento do estabelecimento comercial.

Clientes da academia explicam que o espaço parou de funcionar na última quarta-feira (02). “Pagamos a mensalidade e avaliação ontem, mas hoje a academia estava fechada. Isso é crime de estelionato”, escreveu Carla Renata nas redes sociais. Talita Marin também criticou o fechamento inesperado do local. “Gostaria de ter explicações pelo o que aconteceu e, como a maioria, quero o dinheiro de volta. Simplesmente inaceitável o que fizeram com os alunos”, afirmou.

“Hoje cheguei para mais um treino e dei de cara com a porta fechada. Não tem nenhum aviso do motivo do fechamento colado na porta e o pessoal da administração do Shopping não sabe informar o porquê (...). Acho uma falta de respeito e ética não avisarem que a academia estaria fechada”, relatou Cristiane Manjinski.

Angela Cristina Caetano pagou um plano de 12 meses para a academia em dezembro de 2015. “Tenho um plano anual ativo, mas agora com o fechamento fiquei sem treinar e com as parcelas da mensalidade no cartão de crédito. E não tem notícia nenhuma da gerência e administração da academia”, afirmou. “Eu e meu noivo parcelamos isso em oito vezes. As parcelas vão acabar em junho, mas o nosso plano deveria ir até dezembro de 2016”, questiona Angela. Ela afirma que vai até o Procon e pretende entrar com um processo contra a administração da Academia Espaço do Corpo.

Processo

Antigos professores da Academia Espaço do Corpo estão movendo uma ação trabalhista contra o local. “Eu trabalhei lá por 2 anos e sempre tivemos problemas de atraso de pagamentos. No último ano, a situação piorou. Além dos atrasos de salários, recebemos cheques sem fundos também. Agora, em janeiro, fui demitida junto com mais 3 professores. Minha rescisão deveria ter acontecido no sindicato, mas foi feita dentro da própria academia. Até agora não deram baixa na minha carteira, não depositaram meu FGTS e consequentemente não pude dar entrada no seguro desemprego”, relatou uma antiga professora que preferiu não se identificar.

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