Câmara autoriza venda de usina e Milla critica terceirização

Em uma sessão morna, os vereadores de Ponta Grossa aprovaram a venda da usina de asfalto do município. O projeto de lei 356/2015 havia sido retirado da pauta em dezembro de 2015 e voltou para a discussão em regime de urgência na sessão dessa segunda-feira (07). Uma emenda que impedia a venda da usina foi derrubada pela Bancada Governista durante a votação e a iniciativa foi aprovada.
Com a aprovação do projeto de lei, agora o município está autorizado a alienar os bens – a usina de asfalto não é um local físico, mas sim um conjunto de equipamentos utilizados pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos que agora deverão ser leiloados. Uma emenda do vereador Daniel Milla (PSDB) garante que as verbas arrecadadas no leilão sejam utilizadas para o pagamento das entidades sociais conveniadas ao Poder Municipal.
Segundo Milla, a venda da usina de asfalto é um erro. “Hoje estamos terceirizando boa parte dos serviços de tapa-buracos que nós mesmos [servidores municipais] poderiam fazer a um custo muito inferior”, argumentou o vereador. Daniel explicou que a parte da usina ainda funcionava e o que não estava em condições de uso poderia ser reformado para evitar gastos com terceirizações.
Através da assessoria de imprensa, a Prefeitura da cidade informou que a usina está sendo vendida porque é da década de 1970 e já exigia mais manutenção do que a produção de asfalto. Ainda segundo a assessoria, a Prefeitura já não usava mais a usina que será vendida – boa parte do asfalto utilizado nos recapeamentos é adquirido com empresas terceirizadas. O projeto enviado pelo Executivo em dezembro de 2015 previa que a usina fosse leiloada por pelo menos R$ 72 mil.
Venda reforça terceirização
Para o vereador Daniel Milla (PSDB), a venda da usina reforça ainda mais o processo de terceirização das operações tapa-buracos. No começo de 2016, a Prefeitura anunciou um investimento de R$ 2 milhões em uma licitação destinada a esse tipo de serviço. Segundo Milla, os valores poderiam ser até 30% menores caso o município produzisse o próprio asfalto. “As empresas obtém lucro e obviamente esse tipo de serviço sai mais caro”, argumentou o parlamentar.





















