Burocracia e exigências impedem doação de rim

A família do jovem Bruno Henrique Cordeiro da Rocha, 19 anos, que fez campanha para localizar um doado de rim, conta que a parte burocrática da doação de rim é a principal causa da desistência de doadores
A doação pode ser por familiares ou não familiares do receptor, para isso é preciso fazer o exame de compatibilidade, chamado de “Prova Cruzada”, além disso, as partes deverão ir ao Ministério Público para dar continuidade ao processo médico. “Isso tudo ocorre pela segurança, há muita venda de órgãos pelo país, esse processo burocrático garante que a venda de órgãos não aconteça” conta a coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes, Arlene Bardoch.
Juliana Cordeiro, mãe de Bruno diz que o processo é lento. “Depois que é feito todo o processo legal e o exame para compatibilidade, é preciso marcar uma consulta em Curitiba. Após essa consulta, o médico transcreve um laudo para levarmos ao Ministério Público novamente, para dar continuidade aos procedimentos. Por conta disso os doadores estão desistindo”, afirma Juliana.
Alene explica que para ser doador é necessário uma série de documentos comprovados pelo Ministério Público. Para doadores que são familiares do receptor, é necessário encaminhar à Central Estadual de Transplantes (CET-PR) os seguintes documentos: ficha de notificação de transplante assinada e carimbada pelo médico integrante da equipe de transplante, termo de disposição gratuita de órgãos, documentação civil que evidencia o grau de parentesco consanguíneo do doador e receptor e uma comunicação prévia ao Ministério Público (Promotor de Justiça) do local da residência do doador.
Por outro lado, se o doador não for aparentado, serão imprescindíveis os seguintes documentos: Autorização judicial prévia (fornecida exclusivamente pelo juiz de Direito), aprovação prévia da Comissão de Ética do estabelecimento de saúde do transplantador, ciência prévia ao Ministério Público do local da residência do doador, autorização prévia da CET-PR que deve ser solicitada por meio de documento escrito, exame de comprovação de pelo menos 4 compatibilidades em relação aos antígenos do sistema HLA do doador entre o receptor e a ficha de notificação de transplante. “É importante ressaltar que tudo isso são medidas de segurança para o próprio receptor”, alertou a Dra. Arlene.
Família faz apelo às autoridades para que autorizem transplante
Família e amigos se mobilizam para conseguir que a Justiça autorize o transplante o mais rápido possível. Bruno Henrique Cordeiro da Rocha, de 19 anos, sofre de insuficiência renal. “É difícil conseguir o doador por conta do tipo sanguíneo que é O+, mas estamos confiantes”, afirma Adilson da Rocha, pai do jovem. A corrida contra o tempo é grande. Além de conseguir um doador o rapaz ainda enfrenta uma fila de espera para realizar os exames.





















