Ponta Grossa possui 90 projetos de novos edifícios em execução

Quem morava em Ponta Grossa e ficou cerca de cinco anos fora da cidade, ao retornar, provavelmente vai se impressionar ao ver o aspecto visual do município ao observá-lo da rodovia. Dezenas de empreendimentos com mais de cinco pavimentos foram iniciados desde 2011, alterando o ‘Skyline’ ponta-grossense. Investimentos os quais foram frutos deste terceiro ciclo de industrialização vivido pelo município, com a instalação ou ampliação de multinacionais, as quais realizaram um aporte superior a R$ 2,5 bilhões na cidade desde então.
De acordo com um levantamento realizado pelos integrantes do fórum ‘Skyscrapercity’, onde estão todos os edifícios com mais de cinco pavimentos, entre os já em construção ou que já foram lançados e as obras terão início em breve, há cerca de 90 empreendimentos. Se somados com os 11 concluídos no ano passado (Renoir, Olimpia, Imperador Meschke, Palazzaro Ferrara, Florata do Sol, Confidence Park, La Vivance, La Maison, Toronto, Dakota, Munich) são cerca de 100. “Em 2013 tiveram início os grandes lançamentos. Com a liberação do número de pavimentos para os edifícios, em todas as regiões da cidade é possível observar o desenvolvimento”, destaca Julio Cesar Rosas, um dos integrantes mais ativos do tópico ‘Ponta Grossa’ do fórum.
“Já temos projetos de 36 pavimentos (o Residenziale Vivere, da LCS), e esse aquecimento imobiliário gera desenvolvimento. É importantíssimo para uma cidade mais densa, que é o que acontece com cidades do mesmo porte, mas Ponta Grossa é uma cidade não verticalizada”, ressalta o arquiteto Virgílio Zarpellon Ferreira, que possui um escritório de arquitetura que leva o seu nome e que foi responsável por alguns projetos de edifícios já em construção no município. Zarpellon destaca a modernidade dos projetos, que tornam a cidade mais bonita, e se diz orgulhoso pela grande maioria dos projetos serem de ponta-grossenses. “São arquitetos da cidade que vem trazendo novidades e apresentando arquitetura inovadora. É uma tendência edifícios envidraçados, com arquitetura nova, e fico orgulhoso por ter esses profissionais na cidade; não precisa trazer gente de fora”, completa.
E os investimentos não param por aqui: diversas construtoras possuem grandes projetos, que serão revelados no decorrer deste ano, segundo informações dos empreendedores da cidade.
Verticalização requer planejamento
A verticalização, no entanto, requer muita atenção quanto ao planejamento. Com a concentração de dezenas de famílias e carros ocupando um mesmo trecho de rua, há a necessidade de pensar nos impactos desse empreendimento no trânsito do entorno. O alerta é feito por Zarpellon, e é reconhecido pelo presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa (Iplan), Paulo Barros. Ele garante que esse assunto deverá abordado com a maior atenção no Plano Diretor. “A verticalização é importante para deixar a cidade mais compacta, mas acredito que há a necessidade de regulamentar essa verticalização, principalmente nos locais próximos às principais vias de Ponta Grossa, para melhorar a capacidade de tráfego. No Plano Diretor deverá haver regras mais claras, inclusive para a melhoria da qualidade de vida das pessoas”, informa Barros. No sentido de melhora de vida ele explica que é ter áreas de lazer mais próximas. “Precisamos de um amadurecimento urbanístico e por isso devemos discutir bastante no Plano Diretor mudanças interessantes, inclusive no Sistema de Transporte Coletivo”, completa.
Novo eixo
Neste momento de verticalização, a região de Oficinas é a que mais se destaca, principalmente nas proximidades da Avenida dos Vereadores. “Ali provavelmente vai ser o ‘novo centro’. E comercial, também, já que há projetos com comércio embaixo”, explica o arquiteto Virgílio Zarpellon. “Em poucos anos, esta região vai mudar com os edifícios em construção e os que estão para serem lançados”, completa Julio Cesar Rosas.





















