Hospital Regional tem orçamento de R$ 31 mi em 2016

Inaugurado em março de 2010, o Hospital Regional Universitário dos Campos Gerais (HRUCG) se consolidou com um dos principais hospitais públicos de médio porte na região dos Campos Gerais. Fundamental para o setor da Saúde em Ponta Grossa e também nos municípios vizinhos, o Hospital tem uma previsão de orçamento de R$ 31 milhões – valor 6,15% maior que a verba de custeio de 2015 que ficou na casa dos R$ 19 milhões.
Everson Krum é diretor do Hospital há dois anos e meio e explica que a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) diagnosticou que o HRUCG é um o único hospital público de médio porte na região dos Campos Gerais – as outras unidades hospitalares são ligadas a instituições filantrópicas ou são unidades de baixa complexidade. Diante desse diagnostico, o Regional passou a receber mais atenção e recursos do Governo do Estado.
Além do caráter de complexidade dos atendimentos e do funcionamento totalmente público, o Hospital Regional também tem, segundo Krum, o diferencial do aspecto educacional. “Nós atendemos e oferecemos estágios e aperfeiçoamento para estudantes de várias áreas da Saúde”, comentou Everson. Essa função educacional também provoca um aumento nos custos de funcionamento da unidade. “Aqui temos que chegar até o diagnóstico e esse caráter também eleva os custos”, explica Krum.
Com o aumento de mais de 63% no aporte financeiro, o HRUCG deverá atingir o índice total de funcionamento já nos próximos meses – atualmente o Hospital funciona com 80% da capacidade máxima. “Estamos nesse nível de atendimento sem utilizar o quinto andar do prédio, ocupando esse espaço vamos poder internar mais pacientes, fazer mais intervenções e ampliar outros serviços”, destaca o diretor.
Em 2015 a previsão de orçamento do Hospital era de R$ 13 milhões – no final do ano a soma de valores executados chegou na casa dos R$ 19 milhões. Para esse ano, a previsão da Sesa é de oferecer ao Hospital Regional uma verba de custeio de R$ 31 milhões – a porcentagem de execução desses valores só serão definidos em dezembro. “Com essa verba nós vamos custear o funcionamento da unidade e também fazer investimentos internos”, pondera.
Atualmente o Regional emprega cerca de 600 funcionários diretamente, além dos colaboradores terceirizados no setor de limpeza e segurança. Krum lembra que a criação dessas 60 vagas de emprego ajudaram a aquecer a economia da região. “Antes esses cargos não existiam, hoje essas pessoas recebem seus salários da Sesa e consomem, gastam e aplicam na cidade e na região”, explicou. Ainda para maio de 2016, o Regional deverá ampliar o número de vagas de unidades de tratamento intensivo (UTIs) e oferecer 10 novos leitos de UTI adulto.
“Regional transformou a medicina”
O diretor do Hospital também argumenta que a criação do Regional e os investimentos na unidade transformaram a medicina em Ponta Grossa. “Nós somos o único hospital a oferecer mais de 300 atendimentos especializados por dia gratuitamente”, salientou. Além das consultas de especialidade, o setor científico também foi favorecido. “Hoje temos reuniões científicas e estudos sendo realizados dentro do nosso hospital. Mudamos a característica assistencialista da Saúde nos Campos Gerais”, contou Krum.
“PSM tem papel fundamental na Saúde”, diz Krum
Everson considera o Hospital Municipal Amadeu Puppi como uma ferramenta importantíssima no setor de Saúde da cidade. “O PSM faz um papel importantíssimo na triagem dos casos e todos os hospitais são muito gratos por isso”, ponderou o diretor do Regional. Segundo Krum, esse esquema de triagem do PSM possibilita que as equipes especializadas dos outros hospitais trabalhem em casos específicos. “Uma triagem como essa é quase exclusividade de Ponta Grossa e colabora e muito para o bom andamento do setor”, contou.





















