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Atraso no repasse de medicamentos compromete tratamentos em PG

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A realidade de Ponta Grossa não é nem um pouco diferente do restante do Estado no que diz respeito à falta de medicamentos ou atrasos no repasse por parte do Governo Federal. Funcionários da 3ª Regional de Saúde – responsável por 12 municípios dos Campos Gerais – ouvidos pela reportagem do Jornal da Manhã e portal aRede confirmaram a falta de remédios para tratamento, por exemplo, da Hepatite C. Isso ocorre desde o ano passado, mesmo tendo sido assinado um Protocolo Nacional da doença.

Essa portaria incorporou três novos medicamentos para o tratamento da Hepatite C – o Sofosbovir, o Simeprevir e o Daclatasvir. Eles seriam adquiridos de forma centralizada pelo Ministério da Saúde e distribuídos aos Estados para entrega aos pacientes. Todavia, desde a assinatura do protocolo, o Paraná só recebeu remessas suficientes para atender 276 pacientes, nenhum deles de Ponta Grossa.

Outro exemplo são as vacinas contra a Hepatite B, que deveriam estar disponível nas unidades de saúde para toda população, também segundo critérios definidos pelo Ministério da Saúde. Em Ponta Grossa esses medicamentos estão chegando com uma média de 20 dias de atraso. A justificativa da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para isso é de que, do montante solicitado pelo Programa Estadual de Imunização em relação à Hepatite B, o Paraná só recebeu 39% das vacinas. Por conta dessa situação, o Estado encaminhou ao governo federal um relatório de pendências.

O mesmo problema se repete com a vacina Tetraviral. O medicamento deve ser aplicado aos 15 meses de vida da criança, protegendo contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela. O atraso no repasse dentro da 3ª Regional de Saúde fica na casa dos 15 dias.


Sesa adota nova estratégia
A Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) informou que vem adotando estratégias de remanejamento dos imunobiológicos e de otimização das doses para atender a demanda dos serviços de saúde na área de imunização. Mesmo assim, segundo a pasta, os constantes atrasos têm causado dificuldades em manter a oferta regular necessária para a cobertura vacinal indicada. “Temos orientado as equipes de saúde para fazer busca ativa das crianças que estão na idade de receber as vacinas para não perder doses”, exemplificou o coordenador do Programa Estadual de Imunização, João Luís Crivellaro.


Inseticidas
Apesar da Sesa repassar que o Paraná também não tem recebido o volume solicitado do inseticida utilizado no combate ao mosquito Aedes aegypti, a Gerência de Controle de Zoonoses de Ponta Grossa, por meio da assessoria de imprensa da Prefeitura, relatou que isso não acontece no município. A informação dada foi que existe até um estoque deste produto.

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