Superávit da balança de PG dobra no primeiro semestre

O superávit da balança comercial ponta-grossense mais que dobrou neste primeiro bimestre de 2016. De acordo com os dados revelados nesta sexta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, através da Secretaria de Comércio Exterior, o saldo registrado nos meses de janeiro e fevereiro foi de US$ 116,9 milhões (ou R$ 467,7 milhões, se convertido baseado no dólar a R$ 4,00, fechamento do último dia de fevereiro). Nos dois primeiros meses do ano passado esse saldo foi de US$ 50,7 milhões (R$ 202,8 mi). Tal crescimento posiciona Ponta Grossa como um dos municípios mais representativos no comércio exterior brasileiro, aparecendo com o 25º maior superávit no ranking nacional.
A diferença se deu, principalmente, em função do crescimento das exportações no mês de fevereiro. Se, no ano passado, foram enviados US$ 55,1 milhões (R$ 220 mi) ao exterior no segundo mês do ano, agora em 2016 esse valor mensal saltou para US$ 81,3 milhões (R$325,4 mi), em um incremento de 47,4%. No acumulado do ano, essas exportações subiram 11,7%. Assim, o crescimento da balança não é retribuído apenas à elevação das exportações, mas também na queda das importações. Os US$ 94,2 milhões (R$ 377,1 mi) comprados do exterior no início 2015 foram reduzidos a US$ 45 milhões (R$ 180 mi), em retração de 52%.
Bastou o segundo mês do ano para a China reassumir a liderança das compras dos produtos originários de Ponta Grossa. Enquanto em Janeiro a Índia foi o principal parceiro comercial nas exportações ponta-grossenses, agora a China adquiriu mais de US$ 20 milhões em produtos em fevereiro, retomando sua posição ‘normal’. O país mais populoso do mundo foi responsável por absorver 12,6% das exportações do município, seguido pela Índia, com 11,44% e a França (9,44%).
Cidade exporta R$ 439 mi em soja
A soja continua sendo a principal responsável pelo grande êxito e crescimento das exportações de Ponta Grossa. A cidade, reconhecida pelo seu polo moageiro, teve mais da metade de sua exportação relacionada ao grão e seus derivados: 67,86% do total enviado ao exterior US$ 109,9 milhões (R$ 439,6 mi) estão atrelados à commodity. Em volume exportado da soja e derivados houve um crescimento de 78% (165 mil toneladas em 2015 contra 295 mil toneladas neste ano). Na sequência, os produtos mais exportados foram açúcares de cana ou beterraba ou sacarose (US$ 14,1 mi), embalagens em papel cartão (US$ 14 mi), trigo (US$ 4,4 mi) e painéis de madeira (US$ 3,45 mi).
Informações do Jornal da Manhã.





















