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'Temos que defender o partido', afirma presidente do PT em PG

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Afonso Verner

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O depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nessa sexta-feira (04) trouxe mudanças significativas ao cenário político nacional. A situação também repercutiu em Ponta Grossa, junto das lideranças do Partido dos Trabalhadores. Segundo o presidente da legenda na cidade, Edson Armando Silva, os candidatos do PT nas próximas eleições municipais terão, além de apresentar propostas, “defender o partido” diante da mídia e do eleitorado.

Atualmente o PT já articula a base partidária para as próximas eleições municipais – diante da proibição e doações financeiras para a campanha, o partido crê na colaboração dos filiados para conseguir fazer uma campanha competitiva em 2016. “Muitas pessoas se afastaram do PT porque não concordavam com alguns encaminhamentos mas, principalmente, porque não estavam dispostas a defender o partido”, explicou Edson.

Na visão do presidente do PT em Ponta Grossa, a investigação de casos de corrupção deve continuar doa a quem doer”. No entanto, Edson chama a atenção para a “politização da questão jurídica”. “Todas as questões ligadas ao caso de Furnas envolvendo o Aécio não tiveram prosseguimento, já as questões ligadas ao Partido dos Trabalhadores fluem rapidamente na Justiça”, ponderou Edson. O partidário fez menção a citação do senador e ex-presidenciável, Aécio Neves (PSDB), durante a delação premiada de Fernando Moura também na Operação Lava Jato.

A outra situação que preocupa Edson é a “emoção” que cerca o debate. O acirramento de ânimos é visto como um ponto muito negativo. “Naturalmente diante disso temos um aprofundamento da crise política em que o país está imerso”, explica Silva. O presidente da legenda vê com receio a cisão em que o Brasil está envolvido. “Temos uma polarização social e política, mas existe ataque apenas de uma parte envolvida”, conta.

Edson argumenta que os governos do PT em Brasília fortaleceram os mecanismos de investigação e controle estatal e que isso não é lembrado pelo eleitorado. “A corrupção no Brasil, obviamente, não foi inaugurada pelo PT ou pelos últimos mandados de Dilma Rousseff e Lula. Mas o interessante é que como o Governo fortaleceu os instrumentos de investigação, nós avançamos nesse setor e hoje as pessoas debitam todos os casos de corrupção no Brasil ao partido”, ponderou Armando.

O presidente da legenda lembrou que quem atualmente adere ao Partido dos Trabalhadores crê no projeto do partido que prevê mais igualdade social no país. Segundo Edson, os candidatos da legenda na próxima eleição terão que, além de apresentar propostas ao eleitorado. “Vamos ter um trabalho dobrado de apresentar um plano de governo convincente e capaz de ser executado e também uma defesa do partido diante das acusações infundadas”, conta Silva. Em Ponta Grossa o PT já realiza as primeiras reuniões partidárias e cogita lançar uma candidatura própria à Prefeitura da cidade.

Depoimento de Lula poderá alterar alianças partidárias

Em processo de articulação e avaliação das coligações para as próximas eleições municipais, o depoimento de Lula na Operação Lava Jato e toda a repercussão do caso pode atrapalhar o Partido dos Trabalhadores da cidade. Setores do PT já trabalhavam para viabilizar uma frente de oposição ao governo Marcelo Rangel (PPS) que teria como nome o deputado federal Aliel Machado (Rede) – Péricles de Mello, ex-prefeito da cidade e atual deputado estadual, se comprometeu a trabalhar para viabilizar a coligação. No entanto, os acontecimentos podem alterar o cenário. “As coligações podem ser afetadas com esse cenário de incerteza, mas só teremos certeza disso em um futuro breve”, explicou Edson.

Amadurecimento da democracia pode ser prejudicado

O processo de politização das instituições e dos processos judiciais também chama a atenção do presidente do PT. Segundo Armando, caso a sociedade olhe com maturidade os resultados as investigações da Polícia Federal durante a operação Lava Jato, pode haver um amadurecimento democrático. Caso contrário, a preocupação do partidário é de que o a democracia não avance. “A luta contra a corrupção tem que continuar, mesmo sendo dolorosa por todas as partes. No entanto temos que ter maturidade social e isso só acontece com instituições sólidas”, argumentou.

Desgaste

Além do desgaste nacional do Governo Dilma Rousseff, o Partido do Trabalhadores ainda deverá enfrentar o desgaste causado pelo caso da vereador Ana Maria na eleição para a Câmara Municipal em 2013. Atualmente o Partido dos Trabalhadores tem apenas um representante no Poder Legislativo – Nilson Ribeiro, o Nilsão, é o único vereador do partido na cidade.

Informações do Jornal da Manhã.

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